31 março 2010

Mulheres nos pontos de ônibus são alvos fáceis para ladrões

Um beijinho nem um pouco doce. No vazio dos pontos de ônibus, a esperteza da bandidagem faz assalto parecer flerte de namorados. É assalto na base do beijo. A tática usada pelo assaltante Anderson Almeida Silva, 21 anos, preso em flagrante na segunda-feira (29) na Boca do Rio, revela o risco que, sobretudo as mulheres, enfrentam à espera dos ônibus.

Segundo a polícia, Anderson vinha atacando mulheres há pelo menos seis meses.

Para concretizar o assalto, obrigava a vítima fingir, aos beijos, abraços e amassos, que eram namorados. Pela Orla de Salvador, da Barra à Praia do Flamengo, esse tipo de ação torna-se eficaz para o bandido, principalmente pela distração das vítimas, segundo avalia o delegado Antônio Claudio Oliveira, titular da Delegacia de Furtos e Roubos (DRFR).

Estratégia
A tática do roubo “com carinho” não fica só no beijo. “Já acompanhei um caso no qual o ladrão fingia que a vítima era sua esposa e começou dizer que ela estava traindo ele. Outros ladrões abraçam a vítima por trás e colocam as mãos nos bolsos fazendo ameaças ao pé do ouvido”, lembra Oliveira.

O delegado ressalta que o crime carinhoso acontece com pouca frequência, mas acredita que casos como a prisão de Anderson devem servir de alerta, pois podem estimular outros bandidos. “O ladrão se utiliza da desatenção e da vulnerabilidade da vítima. Uma mulher sozinha no ponto de ônibus é como sopa no mel para o bandido. Cerca de 90% dos assaltos são consumados pela distração da vítima.”

Sem saída
Na região da 9ª Delegacia (Boca do Rio) chegam a ser registrados, em média, 20 furtos e roubos a transeuntes por semana. Segundo policiais da unidade, os pontos do Centro de Convenções, do Centro Universitário FIB (Stiep) e próximos à Orla são os preferidospelos ladrões. Na hora de escolher a vítima, segundo a polícia, os criminosos optam por jovens com idade média de 25 anos e que estão distraídas.

Nos últimos meses, Anderson vinha sendo monitorado pela Polícia Militar da área pelas denúncias do crime praticado forçando as vítimas a beijá-lo. O jovem, morador de São Caetano, chegava a usar uniforme de escolas para chamar menos a atenção. Ele não se contentava com carícias. Muitas vezes, forçava as mulheres a dar beijo de língua. Ao lembrar da abordagem do assaltante, as duas vítimas que prestaram depoimento na delegacia cuspiam enojadas.

Risco
Aguardar a chegada do ônibus na região de Itapuã exige atenção das mulheres. A delegada Christiane Inocência Xavier, titular da 12ª DP, destaca que não há registro de ladrões beijoqueiros, mas informa que, em média, são registrados duas a três ações criminosas nos pontos de ônibus da região por dia. “Há duas modalidades de assalto nos pontos de ônibus da área. Os ladrões furtam as pessoas distraídas nos pontos ou passam de moto ou carro e atacam quem está no ponto”.

A delegada destaca que, geralmente, os ladrões que furtam pessoas distraídas usam a mão por baixo da camisa para simular a presença de arma. Já os que atuam motorizados costumam agir armados.

Sempre alerta
O delegado Carlos Habib, titular da delegacia da Pituba, indica que nessa parte da Orla não é comum a ação dos ladrões beijoqueiros, apesar de destacar a prisão de Jailson Bispo Alcântara em fevereiro deste ano, acusado de estuprar e roubar duas mulheres no ponto de ônibus do Hospital Sarah.

Habib alerta que os assaltos a transeuntes nessa área costumam acontecer nas ruas transversais e nas saídas de escolas ou universidades. “Os ladrões optam por locais mais afastados e sem movimento.” Agentes do Serviço de Investigação da delegacia da Barra destacaram que no ponto de ônibus do Porto da Barra, próximo do InstitutoMauá, os ladrões costumam atacar as vítimas usando do artifício do carinho forçado.

O ponto de ônibus do supermercado Bompreço da Avenida Vasco da Gama, segundo a delegada Izabel Garrido, titular da 7ª Delegacia (RioVermelho), é o mais cobiçado da área. A unidade policial registra em média oito assaltos em abrigo de ônibus por semana.

Fonte: Correio24horas

Diário Oficial: relação com novos secretários do estado é publicada

O Diário Oficial publicou nesta quarta-feira (31) a relação dos novos secretários estaduais que substituem os atuais titulares que irão concorrer a cargos eletivos nas próximas eleições. São eles:

Eduardo Salles substitui Roberto Muniz, na Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri); Feliciano Tavares Monteiro substitui Eduardo Ramos, na Secretaria da Ciência, Tecnologia e Invovação (Secti); Arany Santana Neves Santos substitui Valmir Assunção na Secretaria do Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes); Cícero de Carvalho Monteiro substitui Afonso Florense na Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur); Wilson Alves de Brito Filho substitui João Leão, na Secretaria de Infraestrutura (Seinfra).

Ainda consta na relação Eugênio Spengler substitui Juliano Matos na Secretaria de Meio Ambiente (Sema); Paulo Cézar Lisboa substitui Rui Costa na Secretaria das Relações Institucionais (Serin); Antonio Carlos Marcial Tramm substitui Domingos Leonelli na Secretaria do Turismo (Setur); Luciana Tannus da Silva substitui Nelson Pellegrino na Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH). Informações são da Agecom.

Desonerações para carros, motos e móveis acabam nesta quinta-feira


Os consumidores têm até esta quinta-feira (31) para comprar carros, motos e móveis com tributo reduzido. A partir de amanhã (1º), as desonerações para esses produtos deixam de vigorar. Em todos os casos, o objetivo do governo foi estimular a produção de setores atingidos pela crise econômica do ano passado.

Para manter as vendas, afetadas pela escassez de crédito, o governo cortou tributos, e, na maioria dos casos, estendeu as desonerações para o início de 2010. Somente com a prorrogação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), reduzido para os automóveis bicombustíveis e movidos exclusivamente a álcool, o governo deixou de arrecadar R$ 1,3 bilhão, segundo a Receita Federal.

O incentivo acabaria em dezembro, mas foi estendido até o fim deste mês para manter o setor automotivo aquecido. A medida atendeu às expectativas da indústria automobilística. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), as vendas de veículos em janeiro e fevereiro somaram 434,3 mil unidades, o melhor resultado para o primeiro bimestre. Os números de março só serão divulgados em abril.

Dependente das exportações, ainda afetadas pela queda na demanda em outros países, o setor de móveis e painéis de madeira teve as alíquotas de IPI zeradas no fim de novembro. Com o benefício, o governo deixou de arrecadar R$ 217 milhões, mas as alíquotas não voltarão aos níveis vigentes antes da desoneração.

O IPI para alguns tipos de produtos só será elevado pela metade em relação ao original. Para os móveis, as alíquotas serão de 5% para todos os produtos. Anteriormente, alguns tipos de móveis pagavam 10% de IPI. Os painéis de madeira, aglomerados de madeira e placas laminadas também pagarão 5%. Antes da desoneração, a alíquota era de 10%. A tributação reduzida para os móveis e os painéis de madeira é definitiva e provocará perdas de R$ 419 milhões por ano aos cofres públicos.

De acordo com a equipe econômica, a medida ajudará o setor, intensivo em mão de obra e vinculado à demanda internacional. No caso das motos, o governo havia zerado a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para as motocicletas de até 150 cilindradas, que concentram 90% das vendas.

O benefício estava em vigor desde abril do ano passado, mas foi prorrogado diversas vezes e também acaba hoje. Nos três primeiros meses do ano, a renúncia fiscal foi de R$ 54 milhões. As informações são da Agência Brasil.

Serra e Dilma vão deixar os cargos nesta quarta-feira

O governador de São Paulo José Serra (PSDB) e a ministra da Casa Civil Dilma Rousseff (PT) vão anunciar nesta quarta-feira que deixarão os cargos para concorrerem à Presidência. Às 15 horas, Serra fará um balanço de seus três anos à frente do estado, para então dizer que entregará na sexta-feira sua carta de renúncia à Assembleia Legislativa.

Já Dilma participará de uma solenidade ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas antes, a ministra será homenageada pelos funcionários da Casa Civil em uma festinha de despedida organizada por eles. Ao falar aos funcionários, Dilma pedirá apoio a Erenice Guerra, que a substituirá no cargo. O evento com Lula será marcado pela posse coletiva de 11 novos ministros, que substituirão os titulares candidatos. O presidente fará um agradecimento especial à ministra.

A solenidade organizada para celebrar a candidatura de Serra ocorre no Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi. A cúpula tucana espera levar 6.000 pessoas ao evento. Dois telões serão instalados no gramado para que os militantes do partido possam acompanhar o que acontece no Auditório Ulysses Guimarães, onde são esperadas cerca de 2.000 autoridades. "A ideia do partido é que o Serra compartilhe esse momento com quem esteve ao lado dele e trabalhou para que isso acontecesse", afirmou o secretário-geral do PSDB-SP, César Gontijo.

O governador, porém, deve enfrentar problemas durante sua festa. Sindicalistas ligados à CUT e ao PT organizam para às 13h uma manifestação no vão livre do Masp, na avenida Paulista. O evento é chamado de "bota-fora" para Serra pelos manifestantes. O sindicado dos professores de São Paulo (Apeoesp) também organiza um protesto contra o governo do estado. No mesmo palco onde haverá a manifestação dos sindicalistas, os professores grevistas decidirão se mantêm a paralisação.

Vencedor do BBB10, Dourado diz que pretende sair da favela


O lutador Dourado, grande vencedor da bolada de 1,5 milhão de reais do Big Brother Brasil 10, disse que não vai parar de trabalhar agora que se tornou milionário, mas que pretende sair da favela. "O meu maior sonho daqui para frente é ser feliz", afirmou o gaúcho de 37 anos após a final do programa. Vitorioso com 60% dos votos, ele também tratou de rebater as acusações de homofobia que surgiram ao longo da exibição do reality show.

As declarações de Dourado foram feitas durante uma entrevista coletiva na noite de terça-feira. "Naturalmente vou investir o dinheiro, mas também pretendo dar alguma coisa boa para a minha família, principalmente para meus irmãos. Penso muito neles. Um teto para eles seria uma boa", divagou. "E uma casa para mim também, já que moro de aluguel na comunidade do Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes".

Ele também tratou de afastar as acusações de que teria preconceito contra gays, como foi sugerido por alguns participantes do reality show e até pelo público que assistia o programa. "Não sou homofóbico. De jeito nenhum. Só fiquei sabendo disso quando saí. Também poderia acusar as pessoas de preconceito quando disseram que tinham medo de ir a um show de rock", defendeu-se.

O professor de artes marciais, que se definiu como lutador em tempo integral, contou ainda como que o fato de já ter participado de um BBB anterior o ajudou a formular suas estratégias de jogo. "As pessoas que são novatas não têm ideia do que as espera aqui fora. A minha estratégia era identificar logo quem votasse em mim, para tentar eliminar. Fazer alianças verdadeiras com pessoas que pensassem como eu e não fossem mudar de ideia", revelou.

Rogério Andrade batalha por benefícios para Laje

Com objetivo de que seja atendida uma antiga reivindicação dos comerciantes do município de Laje, distante cerca de 220 km de Salvador, na região Centro-Sul do estado, o deputado estadual Rogério Andrade (DEM) apresentou indicação endereçada ao governador Jaques Wagner para que autorize a construção de uma cobertura no local onde é realizada a feira livre da cidade.

"A feira livre municipal recebe comerciantes de várias cidades circunvizinhas, e é o principal local de desenvolvimento da atividade do pequeno produtor do município. Ela precisa ser dotada de uma melhor estrutura, que permita o pleno desenvolvimento das suas atividades", justificou o deputado democrata. O município de Laje tem como municípios limítrofes Mutuípe, Ubaíra, Santo Antônio de Jesus, Aratuípe, Amargosa, Valença, Jiquiriçá e São Miguel das Matas.

A sua economia é basicamente agrícola, possuindo também uma pecuária diversificada, que conta com criações de bovinos, suínos, asininos e muares. A população estimada é de aproximadamente 24.000 habitantes e a área geográfica de 498,089 km ².
A feira livre é a principal atividade para os produtores familiares que ali comercializam seus produtos e é de grande importância para a sustentabilidade destes produtores um local devidamente coberto, livre de chuvas e de sol. "A construção de uma cobertura no local onde é realizada a feira livre impulsionará a economia local, atraindo mais investidores, abrirá mais postos de trabalho e com certeza irá melhorar a estética da cidade", completou Rogério Andrade.

Meirelles pede 24 horas para decidir futuro político

O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, anunciou nesta terça-feira que pediu 24 horas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva 'para pensar' sobre seu futuro político. Segundo Meirelles, Lula expressou novamente sua vontade de que ele permaneça no comando da autoridade monetária até o final do mandato e que, na opinião do presidente, seria importante que ele ficasse no cargo para completar o trabalho de estabilização da economia.

"E também para assegurar que entregaremos ao próximo presidente uma economia estabilizada, crescendo, com inflação na meta e todas as condições para que o Brasil continue crescendo nos próximos anos", disse.

A reunião durou cerca de uma hora no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Segundo o presidente do BC, decisão final será anunciada nesta quarta. Questionado sobre se isso não criaria uma incerteza adicional no mercado, Meirelles afirmou que o mercado já esperou até agora e pode esperar mais 24 horas por uma decisão.

Se confirmar sua saída do BC, expectativa é que Meirelles concorra a uma vaga no Senado pelo Estado de Goiás, mas há rumores de que ele possa participar como vice da chapa governista ao governo federal.

Serra ironiza Lula em inauguração do Rodoanel

Um dia depois do presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarar que é "um transtorno" fazer grandes obras no País, o governador de São Paulo e pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, afirmou nesta terça-feira que sua gestão mostrou competência ao entregar o trecho sul do Rodoanel sem o questionamento de órgãos fiscalizadores do setor público. Em discurso no que deve ser a sua última inauguração antes de deixar o cargo, Serra disse que o Rodoanel não tem problemas com o Tribunal de Contas da União (TCU) e do Estado (TCE), e nem com o Ministério Público Federal e Estadual.

"Eu posso dizer que foi uma obra aprovada inclusive antes de sua conclusão definitiva por todos os órgãos de controladoria do Brasil. Foi dada uma demonstração no nosso governo de competência para fazer acontecer", afirmou.

As declarações contrastam com o que disse Lula na segunda-feira, 29, durante lançamento da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). Ao citar as dificuldades enfrentadas pelo governo para a conclusão da Ferrovia Transnordestina, o presidente criticou o "transtorno" que é fazer uma "obra de grande envergadura" no país. Em outras ocasiões, Lula já havia criticado a ação do TCU, que tem colocado sob suspeita diversas obras do governo federal.

Serra preferiu manter o contraste nas entrelinhas, e disse concordar com o presidente. "Ontem (segunda) o presidente Lula falava da dificuldade de se fazer obra no Brasil. Não basta só ter dinheiro, a gente sabe disso. O problema que o Lula apontou é real", afirmou. Para o tucano, o fato de estar entregando o Rodoanel sem problemas com os órgãos fiscalizadores é sinal de que São Paulo está no caminho certo. "Isso valoriza ainda mais a realização que hoje mostramos à nossa população", concluiu.

O que antes estava programado para ser apenas uma vistoria, conforme divulgado pela assessoria do governo, acabou virando inauguração. Ainda assim, o trecho sul do Rodoanel somente será liberado ao tráfego na próxima quinta-feira. Em alguns lugares ainda é possível verificar que as obras continuam em andamento.

Serra deve anunciar oficialmente que deixará o cargo de governador para concorrer à Presidência nesta quarta-feira, 31. O processo de desincompatibilização deverá ser concluído na sexta-feira, 2, com o envio de uma carta de renúncia à Assembleia Legislativa.

Campanha antecipada - Diante de manifestações de trabalhadores da obra em favor da sua candidatura à presidência no evento, que gritavam Brasil Urgente, Serra Presidente, Serra pediu para que parassem e sutilmente criticou o PT. "Aqui não queremos campanha antecipada, nem de um lado nem de outro. Se o outro faz, a gente faz um esforço pra ficar quieto."

Camaçari recebe investimento de R$ 150 milhões do PAC 2

O prefeito de Camaçari, Luiz Caetano, incluiu a cidade no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). Com isso, está prevista a construção do anel ferroviário que liga o Pólo Industrial de Camaçari ao Porto de Aratu. A obra representa investimento de R$ 150 milhões.

A construção do contorno ferroviário significa a retirada da linha férrea do centro da cidade, garantido pelo prefeito Luiz Caetano. A ação contribui, inclusive, para o aumento da segurança dos moradores, uma vez que retira os trens de carga do centro da cidade.

Em razão da forte parceria construída com o Governo Federal, Camaçari obteve muitas conquistas nos últimos anos, dentre as quais a rede de esgoto. Com a obra, a sede do município passa de 3% para 70% de casas com sistema de esgotamento.

AGORA TEM QUE PAGAR

Prefeito de Eunápolis é acionado pelo MP por dano de R$ 2,5 milhões


O prefeito de Eunápolis José Robério Batista de Oliveira, o vereador Valdiran Marques Oliveira e a servidora Maria D’Ajuda Marques Silva foram acionados pelo Ministério Público Estadual acusados de causar dano de R$ 2,5 milhões dos cofres municipais.

O promotor de Justiça Dinalmari Mendonça Messias os acusa de, em 2008, efetivar contratações para beneficiar as campanhas do prefeito, que era candidato à reeleição, e de Valdiran, então secretário administrativo.

Segundo nota da MP, na ação, o promotor de Justiça ressalta que fica evidente que as contratações ocorreram com o intuito de beneficiar o prefeito e o vereador, pois, “como os servidores entraram no serviço público sem realização de concurso, estariam obrigados a agradar o prefeito e o secretário votando neles”.

Além disso, auxiliares de serviços gerais, garis, assistentes sociais, enfermeiros, médicos e até um “funcionário fantasma” teriam sido contratados irregularmente. O promotor requer a condenação de José Robério Oliveira, Valdiran Oliveira e Maria D’Ajuda Silva nas sanções previstas na Lei de Improbidade, com perda da função pública, suspensão dos direitos políticos e pagamento de multa civil.

29 março 2010

Dourado é o campeão do "BBB10" e leva prêmio de R$ 1,5 milhão



O lutador Marcelo Dourado, 37, venceu o "Big Brother Brasil 10". Ele conquistou 60% dos votos e levou o prêmio de R$ 1,5 milhão. Fernanda e Cadu ficaram em segundo e terceiro lugar e ganharam, respectivamente, R$ 120 mil e R$ 50 mil.


Segundo a Globo, a final do programa bateu o recorde mundial de votos em realities shows, foram mais de 154 milhões. O maior número até então do "Big Brother Brasil" era de 128 milhões de votos, no paredão que o lutador disputou com Dicesar.

CÂMARA MUNICIPAL DE SALVADOR CONCEDE TÍTULO DE CIDADÃO SOTEROPOLITANO PARA O PROFESSOR DÁRIO LOUREIRO GUIMARÃES

Por indicação do vereador Sandoval Guimarães (PMDB), a Câmara de Vereadores de Salvador aprovou, dia 18 de março, a concessão do título de Cidadão soteropolitano ao professor Dário Loureiro Guimarães, natural de Valença, diretor presidente da FACE – faculdade de Ciências Educacionais que tem sede no município e que atua em todo o estado. De acordo com Sandoval Guimarães a homenagem se justifica pela destacada atuação do professor Dário, ao longo dos anos na área educacional em todo o estado através da FACE. A Faculdade foi a que mais formou pessoas em todo o interior da Bahia, pois oferece ensino presencial e a distância em dezenas de municípios.


Sandoval também destacou o importante trabalho social realizado pela FACE, por determinação do professor Dário Loureiro Guimarães, e enfatizou as atividades das escolas para menores carentes, na periferia de Valença, um centro de inclusão digital para marisqueiras e pescadores da região e um centro de reabilitação para drogados que atende pessoas de todo o estado e até de outras regiões do país. Os beneficiados – crianças, jovens, trabalhadores sem recursos e drogados – são atendidos gratuitamente.

Ainda segundo Sandoval, outro aspecto que impressiona no trabalho de ação social do professor Dário é a FATI – Faculdade da Terceira Idade, que faz parte do grupo FACE e que oferece curso superior gratuito para pessoas da terceira idade que desejam estudar, mas não dispõem de recursos financeiros. Este ano, a FATI atende 256 pessoas acima de 50 anos, oferecendo a elas, sem custo algum, cursos de extensão, baseados em três pilares de atuação: passar conhecimento, cuidar da saúde física e mental dos alunos e proporcionar todas as informações necessárias para que exerçam, na plenitude, seus direitos de cidadãos e tenham ótima qualidade de vida.

A FACE é a única faculdade das regiões Norte- Nordeste do país que oferece cursos gratuitos para pessoas da terceira idade que desejam realizar o sonho de concluir o curso superior.

A Câmara de Vereadores de Salvador anuncia nos próximos dias a data da entrega solene do título de Cidadão Soteropolitano ao homenageado.


Sergio Toniello FACE/ Assessoria de Comunicação
sergiotoniello@gmail.com e stoniell@hotmail.com

Ricardo Eletro e Insinuante anunciam fusão e criam 'gigante do varejo'

Duas das maiores redes de móveis e eletrodomésticos Insinuante, da Bahia, e Ricardo Eletro, de Minas Gerais, anunciam nesta segunda-feira (29) a união de suas operações. As empresas vão ampliar seus negócios no Nordeste, no Rio de Janeiro e no interior de São Paulo.

A decisão de fundir as duas redes ocorreu após o negócio entre o grupo Pão de Açúcar e as Casas Bahia no ano passado, segundo reportagem da Folha de S.Paulo. A nova empresa terá 480 lojas espalhadas em 17 Estados do país. O faturamento será de R$ 4,6 bilhões anuais.

Com a fusão, a Insinuante/Ricardo Eletro deverá ultrapassar o Magazine Luiza, que teve faturamento de R$ 3,8 bilhões no ano passado e ocupa a segunda posição no varejo, atrás apenas do grupo Pão de Açúcar/ Casas Bahia.

Cada uma das redes terá o controle de 50% de participação. Ricardo Nunes, dono da Ricardo Eletro, deve comandar a nova companhia. Luis Carlos Batista, da Insinuante, fica no conselho de administração.

O faturamento da Ricardo Eletro no ano passado foi da ordem de R$ 2,1 bilhões, o que representou um aumento de 28% sobre 2008. A intenção para o ano de 2010 era a abertura de mais 50 lojas no interior do Rio de Janeiro.

28 março 2010

Quando o povo decide

Tribunais de júri que entraram para a história criminal brasileira




Doca Street
Em 1976, Doca Street confessou ter matado com quatro tiros no rosto a socialite Ângela Diniz, com quem vivia. No julgamento, o advogado Evandro Lins e Silva alegou defesa da honra – a vítima apresentaria comportamento "devasso" e teria tentado forçar o réu a "admitir outros parceiros" na cama do casal. Doca Street foi condenado a dois anos de prisão em regime aberto, o que foi considerado uma vitória da defesa. A memorável performance de Lins e Silva mesmerizou jurados e os milhões de ouvintes que acompanharam a sua transmissão pelo rádio. Num segundo julgamento, sem Lins e Silva, Doca Street foi condenado a quinze anos de prisão (cumpriu apenas cinco)


Dorinha Duval
A atriz admitiu ter matado o cineasta Paulo Sérgio Alcântara, seu marido, em 1980, com três tiros. Segundo a defesa, o crime ocorreu depois de Alcântara, dezesseis anos mais novo que Dorinha, ter dito não se sentir mais atraído por "uma velha" e, em seguida, tê-la agredido. No primeiro júri, a atriz foi condenada, por 7 votos a zero, a um ano e meio de prisão. No segundo e definitivo, a condenação foi de seis anos de prisão em regime semiaberto. Ambas as decisões foram consideradas uma vitória da defesa, já que Dorinha era ré confessa.






Guilherme de Pádua e Paula Thomaz
Em 1992, a atriz Daniella Perez foi morta com dezesseis facadas, aos 22 anos de idade. Os acusados eram o ator Guilherme de Pádua, com quem ela contracenava na ocasião na novela De Corpo e Alma, e Paula Thomaz, mulher de Pádua. Paula teria tramado o crime por ciúme de Daniella. Ambos foram condenados, a dezenove e dezoito anos de prisão. As decisões foram consideradas uma vitória da promotoria.



Francisco de Assis Pereira
Conhecido como "Maníaco do Parque", o motoboy Francisco de Assis Pereira matou nove mulheres no Parque do Estado, em 1998. Num primeiro julgamento, foi condenado a 121 anos de prisão. Mais tarde, foi condenado a mais dezesseis anos pelo assassinato da comerciária Rosa Alves Neta. Nesse júri, por 5 votos a 2, os jurados consideraram que ele deveria ser julgado normalmente, já que tinha plena consciência de seus atos. Ele também foi condenado a outros 145 anos pelo assassinato de mais seis mulheres. Foi um exemplo de derrota esmagadora da defesa.




Suzane Von Richthofen
O júri que julgou o caso de Suzane Von Richthofen, Daniel e Cristian Cravinhos, em 2002, considerou que os três foram culpados pelas mortes de Manfred e Marísia von Richthofen, pais de Suzane. Os três eram réus confessos e afirmaram ter planejado o crime porque os pais eram contra o namoro de Suzane e Daniel. Ambos foram condenados a 39 anos de reclusão. Cristian pegou 38. Os três continuam presos na cidade de Tremembé.






Antonio Pimenta Neves
Em 2000, o jornalista Antônio Pimenta Neves, então diretor de redação do jornal O Estado de S.Paulo, matou a jornalista Sandra Gomide com dois disparos pelas costas. Pimenta não se conformava com o fato de que ela , 31 anos mais jovem do que ele, havia rompido o namoro entre os dois. O jornalista confessou o crime à polícia. Julgado seis anos depois, foi considerado culpado pelo homicídio, por 7 votos a zero, e condenado a dezenove anos. Pimenta recorre do resultado em liberdade










A justiça foi feita

Três dias antes de a morte de Isabella completar dois anos, seu pai, Alexandre Nardoni, e sua madrasta, Anna Carolina Jatobá, são condenados pela Justiça como autores do homicídio. Pela celeridade, rigor técnico e sentenças rigorosas, o julgamento pode ser considerado um divisor de águas na Justiça brasileira.

Isabella Nardoni, finalmente, poderá descansar em paz. A condenação exemplar de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá pelo homicídio triplamente qualificado da menina fecha um ciclo de dor para os que a amavam e reacende um horror generalizado ao comprovar que aquilo que parecia cruel demais para ser verdade de fato ocorreu.

Uma criança de 5 anos de idade foi asfixiada por sua madrasta e lançada viva da janela por seu pai – que, ao vê-la caída no solo, em lugar de socorrê-la, ocupou-se da tentativa de salvar a própria pele e a da mulher, forjando urgência em localizar "o monstro que havia feito aquilo". Agora, pode-se afirmar com certeza que os monstros estão identificados. E a Justiça desceu sobre eles com mão de ferro. Não se sabe o placar exato do júri porque, ao chegar ao quarto voto favorável à condenação, o juiz parou de contá-los – a maioria simples já estava estabelecida.


Nardoni foi condenado a 31 anos, 1 mês e 10 dias de prisão em regime fechado pelo crime de homicídio, com os seguintes qualificadores: uso de meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e prática de crime destinado a ocultar crime anterior. Além disso, aumentaram a pena de Nardoni os seguintes agravantes: o fato de a vítima ter menos de 14 anos e de ele ser seu pai. Anna Carolina foi condenada a 26 anos e 8 meses de detenção, também em regime fechado, pelo mesmo crime, com os mesmos qualificadores e agravantes (exceto, obviamente, o da paternidade da vítima). Foram acrescentados 8 meses de prisão em regime semiaberto para cada réu por fraude processual: a tentativa do casal de "limpar" a cena do crime. Ao ouvir a sentença proferida pelo juiz Maurício Fossen, Anna Carolina Jatobá olhou para a família com ar compungido e acenou com um adeus. O casal, que recebeu a sentença algemado, não poderá recorrer dela em liberdade.

A condenação do casal – sem a confissão dos réus nem o depoimento de testemunhas oculares – consagrou a máxima do jurista italiano Enrico Ferri, que afirmou ser a lógica "a rainha das provas". Nesse caso, o exercício da lógica contou com um elemento fundamental: o exímio trabalho da perícia técnica paulista. Por meio da análise de materiais genéticos, uso de reagentes químicos e estudos de cronometragem, os peritos costuraram provas que, de outra forma, não se conectariam diretamente e, assim, deram respostas a lacunas que poderiam se transformar em perguntas jamais respondidas. Foi o resultado de um trabalho conjunto entre a perícia e a polícia, por exemplo, que produziu uma das argumentações mais robustas apresentadas pelo promotor Francisco Cembranelli aos jurados: a cronologia dos fatos que se deram imediatamente após a morte de Isabella. Por meio de um vasto cruzamento de informações, os investigadores responsáveis pelo caso puderam precisar o momento exato em que Isabella foi atirada pela janela – às 23h48. O promotor Cembranelli demonstrou de forma cabal que, nesse horário, tanto Alexandre Nardoni quanto Anna Carolina Jatobá estavam, sim, dentro do apartamento. O fato de não ter sido constatada a presença de nenhum outro adulto na cena do crime levou à inevitável conclusão de que só poderiam ser eles os autores do homicídio – uma questão de lógica. Também pesaram contra Nardoni os laudos da perícia técnica, em especial o que analisou a camiseta que ele usava na noite do assassinato. Os peritos observaram que a peça trazia, na altura dos ombros, marcas de sujeira em forma de losango – e que elas seguiam o exato padrão da rede de proteção por onde Isabella foi jogada. Testes mostraram que as marcas só poderiam ficar impressas dessa forma no tecido caso a pessoa que a estivesse vestindo enfiasse os dois braços pelo buraco da rede e sustentasse, com as mãos, o equivalente a 25 quilos – precisamente o peso de Isabella. Na condição de testemunha, a perita Rosângela Monteiro, responsável pela análise da camiseta, foi assertiva ao relatar a conclusão a que chegou com sua equipe. "O réu defenestrou a vítima. Foi ele", afirmou.

Às provas técnicas se somou uma atuação impecável da parte de Cembranelli, que demonstrou domínio absoluto de todos os detalhes do caso do começo ao fim do julgamento. O apogeu de seu desempenho se deu na quinta-feira, quando o promotor interrogou os réus, deixando-os por várias vezes sem respostas razoáveis. O primeiro a responder ao promotor foi Nardoni. Cembranelli o arguiu sobre a razão pela qual não telefonou para o resgate assim que chegou ao gramado do prédio, onde a filha estava caída.

– Por que o senhor não a socorreu? – perguntou o promotor.

– Eu estava vendo se ela estava viva – respondeu o pai.

– Ela estava viva. Por que o senhor não a socorreu?

– Eu estava em choque, não sei dizer.

– Por que o senhor não a socorreu? – insistiu Cembranelli.

– Quando caí em si (sic), seu Lúcio (o vizinho) estava dizendo para não mexer nela.

As respostas de Nardoni estarreceram promotor e jurados: como um pai que acaba de ver a filha despencar do alto de um prédio deixa de tomar providências por determinação do vizinho? Nardoni também teve dificuldade para explicar por que não dirigiu a palavra nem sequer uma vez à mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira, depois da morte da menina – nem no velório, nem no enterro.

– Ela lhe entregou a filha viva e a recebeu morta. Por que não falou com ela? – quis saber o promotor.

– Era uma situação embaraçosa – limitou-se a responder o pai da menina morta.

Em seguida, foi a vez de Anna Carolina Jatobá enfrentar a acusação. Em seu depoimento, ficou claro que ela reproduzia, com detalhes minuciosos, respostas que eram de interesse da defesa, mas dizia não se lembrar de questões que pudessem trazer embaraços para ela e Nardoni. Anna Carolina Jatobá chegou a dizer que, no dia do crime, só havia lavado roupas pretas, mas disse não se recordar do valor da pensão alimentícia paga pelo marido a Isabella (325 reais por mês). Houve ainda um desfile de contradições: Nardoni havia afirmado que o casal tinha apenas "brigas normais", mas a mulher declarou que eles "quebravam o pau" constantemente.

Os jurados acompanharam os interrogatórios com interesse.

Em vários momentos, elaboraram perguntas – repassadas por escrito ao juiz – para ser feitas aos réus. Ao final, responderam às doze questões formuladas pelo juiz Fossen. As relativas a Nardoni foram: 1) Existiu a esganadura que contribuiu para a morte de Isabella Nardoni? 2) Isabella foi jogada da janela do 6º andar do Edifício London, provocando sua morte? 3) Alexandre omitiu-se quando deveria, por dever legal, proteger a filha? 4) Foi Alexandre quem jogou Isabella pela janela? 5) O jurado absolve o réu? 6) Existem qualificadores para o crime, no caso, o meio cruel, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, e com o intuito de assegurar impunidade de outro crime? 7) Houve alteração da cena do crime para enganar as autoridades?

Em relação a Anna Carolina Jatobá, além das duas primeiras questões e da última, foram feitas as seguintes: 3) Anna Carolina Jatobá colaborou com a morte de Isabella ao aderir a toda a ação? 4) O jurado absolve a ré?

Ao contrário do juiz, obrigatoriamente técnico, os jurados do tribunal do júri – "juízes leigos" – não são obrigados a desprezar a emoção na hora de decidir nem a fundamentar suas posições. Para chegarem ao seu veredicto, o único compromisso deve ser com a própria consciência. No Brasil, o tribunal do júri é a instância responsável pelo julgamento dos crimes dolosos contra a vida: homicídio, infanticídio, indução ou auxílio ao suicídio e prática de aborto, mais as tentativas frustradas de cometer os mesmos delitos.

A ideia por trás desse critério é que, ao contrário dos crimes contra o patrimônio, por exemplo, os que atentam contra a vida podem ser mais facilmente cometidos por pessoas que não são bandidos "profissionais". Dessa forma, entende o direito, é justo que sua conduta seja avaliada por iguais – cidadãos que, por viverem sob as mesmas regras e códigos sociais do réu, conseguiriam entender melhor suas motivações, paixões e emoções.

Tarefa que não seria desempenhada a contento por um magistrado, forçosamente pautado pela letra fria da lei. Se oferece vantagens incontestáveis, a dinâmica do tribunal do júri tem seus riscos também. Como o de resultar na absolvição, ou quase isso, até mesmo de réus confessos. O julgamento de Doca Street, de 1979, três anos após o crime, mostrou como o resultado de um júri pode ser determinado não pela culpa ou inocência do réu, mas pela moral vigente no período – à qual, nesse caso, se aliou uma defesa ardorosa.

Assassino confesso da socialite Ângela Diniz, com quem vivia, o playboy Doca Street foi defendido pelo criminalista Evandro Lins e Silva, que anunciava (não pela primeira vez) ser aquele seu último júri. Sem quase se referir aos autos, o criminalista descreveu seu cliente como um "mancebo bonito e trabalhador", cuja honra teria sido pisoteada pela "Vênus lasciva" e "devassa" (Ângela Diniz), que, entre outras iniquidades, teria tentado acomodar na cama do casal uma beldade do sexo feminino que ela havia conhecido na praia. A apaixonada exposição de Lins e Silva contaminou não apenas os jurados, mas até mesmo um dos assistentes da acusação, que chegou a pespegar um beijo de admiração no criminalista. Ao final, Doca Street foi condenado a uma pena irrisória: dois anos em regime aberto. Mas em 1981, no julgamento do recurso impetrado pela acusação, já sem Lins e Silva, recebeu condenação bem maior, de quinze anos.

Em outro caso, de menor repercussão, um homem que confessou ter matado a mulher em Itapacerica da Serra, em São Paulo, acabou absolvido depois que o criminalista Tales Castelo Branco, seu defensor, pediu que os onze filhos do réu se postassem diante da porta do fórum. Nas últimas palavras que dirigiu aos jurados, não mencionou culpa ou inocência. Disse apenas: "Ao decidir, senhores jurados, lembrem-se de que este homem tem onze filhos". Por unanimidade, o júri absolveu um réu confesso.

"Não existe droga segura"





"Há quem veja a maconha como uma droga inofensiva. Trata-se de um erro.
Comprovadamente, ela tem efeitos bastante danosos" - A diretora do Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas afirma que nem mesmo a maconha nem muito menos a DMT, presente no chá do Santo Daime, podem ser consideradas inofensivas.




A psiquiatra mexicana Nora Volkow, 54 anos, é uma das mais importantes pesquisadoras sobre drogas no mundo. Quando, porém, o assunto são os danos neurobiológicos que essas substâncias causam, Volkow pode ser considerada a número 1. Foi a psiquiatra quem primeiro usou a tomografia para comprovar as consequências do uso de drogas no cérebro e foi também ela quem, nos anos 80, mostrou que, ao contrário do que se pensava até então, a cocaína é, sim, capaz de viciar. Desde 2003 na direção do Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas, nos Estados Unidos, Volkow esteve no Brasil na semana passada para uma palestra na Universidade Federal de São Paulo. Dias antes de chegar, falou a VEJA, por telefone, de seu escritório em Rockville, próximo a Washington.

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Há quinze dias, um cartunista brasileiro e seu filho foram mortos por um jovem com sintomas de esquizofrenia e que usava constantemente maconha e dimetiltriptamina (DMT), na forma de um chá conhecido como Santo Daime. Que efeitos essas drogas têm sobre um cérebro esquizofrênico? Portadores de esquizofrenia têm propensão à paranoia, e tanto a maconha quanto a DMT (presente no chá do Santo Daime) agravam esse sintoma, além de aumentar a profundidade e a frequência das alucinações. Drogas que produzem psicoses por si próprias, como metanfetamina, maconha e LSD, podem piorar a doença mental de uma forma abrupta e veloz.

Que efeitos essas drogas produzem em um cérebro saudável? Em alguém que não tenha esquizofrenia, os efeitos relacionados com a ansiedade e com a paranoia serão, provavelmente, mais moderados. Não é incomum, porém, que pessoas saudáveis, mas com suscetibilidade maior a tais substâncias, possam vir a desenvolver psicoses.

Estudos conduzidos pela senhora nos anos 80 provaram que a cocaína tinha, sim, a capacidade de viciar o usuário e de causar danos permanentes ao cérebro. Até então, ela era considerada uma droga relativamente "segura". Existe alguma droga que seja segura no que diz respeito à capacidade de viciar e de causar danos à saúde? Não existe droga segura, a não ser a cafeína. Como ela é estimulante e produz efeitos farmacológicos nos receptores de adenosina, é, sim, uma droga. Mas não há evidências de que vicie nem de que seja tóxica - a não ser que você tenha problemas cardiovasculares. Ainda não sabemos se é prejudicial a crianças e adolescentes, mas para adultos não há nenhum problema.

E a maconha? Há quem veja a maconha como uma droga inofensiva. Trata-se de um erro. Comprovadamente, a maconha tem efeitos bastante danosos. Ela pode bloquear receptores neurais muito importantes. Estudos feitos em animais mostraram que, expostos ao componente ativo da maconha, o tetraidrocanabinol (THC), eles deixam de produzir seus próprios canabinoides naturais (associados ao controle do apetite, memória e humor). Isso causa desde aumento da ansiedade até perda de memória e depressão. Claro que há pessoas que fumam maconha diariamente por toda a vida sem que sofram consequências negativas, assim como há quem fume cigarros até os 100 anos de idade e não desenvolva câncer de pulmão. Mas até agora não temos como saber quem é tolerante à droga e quem não é. Então, a maconha é, sim, perigosa.

A senhora concorda que ela seja a porta de entrada para outras drogas? Se você olhar os dados, verá que a maior parte dos usuários de cocaína começou com a maconha. Mas, ao olharmos os dados de quem fuma maconha, veremos que essas pessoas geralmente começaram com cigarros ou álcool. Qual seria a verdadeira droga de entrada, então? Uma das leituras sobre essa questão é que, durante a adolescência, as pessoas bebem e fumam cigarros porque esses produtos estão disponíveis e são legais e, quando crescem, elas se tornam propensas a usar drogas mais pesadas. Uma leitura alternativa é que a exposição à nicotina e ao álcool na juventude faz com que as pessoas fiquem mais vulneráveis aos efeitos de outras drogas. Para mim, essa é a hipótese correta. A exposição precoce às drogas muda a sensibilidade do sistema de recompensa do cérebro. Como esse sistema se torna menos sensível, os dependentes químicos buscam uma compensação nas drogas.

Por que em geral as pessoas começam a usar drogas na adolescência? O cérebro do adolescente é muito menos conectado do que o de um adulto. Como resultado, os adolescentes não conseguem controlar e regular a intensidade de suas emoções e desejos da mesma forma que os mais velhos. Isso faz com que vivam de maneira mais vigorosa, mas, ao mesmo tempo, assumam riscos maiores, como experimentar drogas.

O uso de drogas na adolescência é mais perigoso do que na vida adulta? Certamente, porque o cérebro de um adolescente é mais plástico e mais sensível aos estímulos externos que vão moldá-lo. A forma que seu cérebro vai tomar na idade adulta depende muito dos estímulos que você recebeu quando criança e adolescente. O risco de desenvolver o vício também é maior para o adolescente. O motivo é o mesmo: a plasticidade cerebral nessa fase, que faz com que o jovem apreenda informações muito mais facilmente do que o adulto.

Por que é tão difícil quebrar o ciclo de desejo, compulsão e perda de controle que o vício traz? É difícil porque o cérebro, em consequência do uso de drogas, é modificado de maneira física. A dependência química é uma doença cerebral que muda a bioquímica, a função e a anatomia do cérebro. Ocorre da seguinte maneira: todas as drogas aumentam a concentração de dopamina no cérebro. Quando o sistema dopaminérgico é ativado vez após outra pelo consumo repetido dessas substâncias, ele sofre modificações, de forma que passa a não funcionar mais quando a pessoa não está sob efeito da droga. Com isso, o usuário procura usar mais drogas - para tentar compensar esse déficit.

O que faz alguém se viciar em uma droga? Isso pode variar de pessoa para pessoa e de acordo com o tipo de droga. Mas, de modo geral, é preciso que a pessoa seja exposta à substância repetidamente. Mesmo nessas condições, nem todos os usuários se viciam. Porém cerca de 10% deles desenvolvem o vício depois de pouco tempo de uso. Nos casos em que isso ocorre, o usuário tem uma vulnerabilidade que pode ser de ordem biológica ou social. Isso significa que ele pode ter uma predisposição genética para o vício ou estar sob algum tipo de stress que ajudou a disparar o gatilho da adição. Os traumas mais potentes ocorrem na infância: abandono, repetidas negligências, abusos físicos, sexuais, convivência com pais presos ou portadores de doenças mentais. Mas é claro que nada disso resulta em vício se a pessoa não tiver acesso às drogas.

É possível curar o vício? Nós não podemos curá-lo atualmente, apenas tratá-lo. Quando você tem uma infecção bacteriana, toma um antibiótico e está curado. Agora, se você tem asma ou diabetes, tem de tomar algum tipo de medicamento ao longo de sua vida. É um tratamento para sua condição, não uma cura. Hoje, existem apenas tratamentos para o vício, que combinam medicamentos e terapias comportamentais. Estamos desenvolvendo uma vacina contra o vício de cocaína e nicotina, mas são apenas pesquisas ainda.

É possível, depois de se reabilitar, voltar a usar drogas sem se viciar? Há casos já identificados. Por muito tempo se disse, principalmente sobre o alcoolismo, que, se você é alcoólatra, nunca, mas nunca mesmo, poderá chegar perto de novo da droga. Em pesquisas, há evidências de que alguns alcoólatras conseguem voltar a beber um ou dois copos de vez em quando sem se viciar, mas eles são a minoria. O problema é que não sabemos quem será capaz de se ater a apenas alguns drinques e quem vai se viciar de novo, por isso recomendamos clinicamente que todos fiquem afastados da droga.

Está em curso no Brasil uma campanha para descriminalizar a maconha. A senhora concorda com isso? Não concordo porque, ao descriminalizar a maconha, você estará contribuindo para que mais gente a consuma. Há quem não fume por medo da repercussão negativa que a atitude pode provocar - e descriminalizá-la significa dizer: "Se você fumar, está tudo bem".

Um grupo de pesquisadores brasileiros está discutindo a possibilidade de permitir o uso medicinal da maconha. Quais são os benefícios já comprovados da droga? As pesquisas mostram que os canabinoides, inclusive o THC, têm algumas ações terapêuticas úteis. Por exemplo, diminuem a resposta à náusea, o que é muito útil para pacientes com câncer que estão enfrentando uma quimioterapia. Outra vantagem comprovada é que eles aumentam o apetite e podem ajudar a combater a anorexia que acomete pacientes com doenças como a aids, por exemplo. Além disso, podem ter benefícios analgésicos e diminuir a pressão interna do olho, o que pode evitar um glaucoma. O que nosso instituto apregoa é que você pode ter o benefício dos canabinoides sem os efeitos colaterais que resultam do fumo da maconha, como a perda de memória, por exemplo. Por isso, estamos encorajando o desenvolvimento de medicamentos que maximizem as propriedades terapêuticas da droga sem seus efeitos danosos. No mercado americano, já existem algumas pílulas, como a Marinol, que permitem isso.

Em suas pesquisas a senhora descobriu que o córtex orbitofrontal, a principal área do cérebro afetada por quem tem transtorno obsessivo-compulsivo, também está ligado ao vício. É essa a chave da compulsão pelas drogas? Eu concluí que a pessoa viciada em drogas desenvolve uma obsessão e uma compulsão pela droga similares às daquela que tem transtorno obsessivo-compulsivo. O que o vício e o TOC têm em comum é que ambas as doenças afetam as mesmas áreas do cérebro, aquelas relacionadas aos hábitos e aos controles. Mas, embora o local afetado seja o mesmo e a apresentação dos sintomas se dê de forma parecida, os mecanismos que levam a essas anormalidades não são.

A senhora também estudou a função da dopamina em quem come compulsivamente. Que relações se podem fazer entre a obesidade e o vício em drogas? Ambos resultam em uma busca compulsiva por uma recompensa: no caso da obesidade é a comida e no caso da adição é a droga. Nos dois, há a perda de controle. Quem é patologicamente obeso come mesmo quando não quer. Podemos dizer que algumas pessoas parecem ser viciadas em comida, embora até o momento isso não tenha sido aceito nas comunidades clínica e científica.

A secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, disse recentemente que o povo americano tem uma demanda insaciável por drogas. A senhora acredita que essa demanda é mesmo mais intensa nos EUA do que em outros países? O prazer oriundo das drogas é uma comodidade que você compra, como um luxo. Então há, sem dúvida, um elemento econômico nessa discussão. Também existem elementos relacionados à estrutura social e às normas. Os americanos são mais tolerantes em relação a comportamentos diferentes do que muitos outros povos. Isso resulta também em maior aceitação do uso de drogas.

A senhora nunca sentiu vontade de experimentar alguma droga? Bebo de vez em quando um copo de vinho e experimentei cigarros quando era adolescente. Nunca usei cocaína, maconha nem outro tipo de droga ilícita. Amo meu cérebro e nunca pensei em estragá-lo.

Ana Carolina e Maria Gadu cantam juntas em "Mais que a mim"


A foto acima mostra o encontro de Ana Carolina com a novata Maria Gadú, durante a gravação da participação da cantora paulistana no blues "Mais que a mim", de Ana e Chiara Civello, para o DVD do disco "Nove", de Ana.

A dobradinha rendeu mais um item positivo para a carreira da Maria Gadú, e mostrou o companheirismo da já consagrada Ana Carolina, que completou 35 anos de vida na gravação do DVD.

Abaixo, vocês podem conferir o vídeo:


BBB10: Aguinaldo Silva diz que "Zé Ruelas" não têm chance contra Dourado

O novelista da TV Globo Aguinaldo Silva disse em seu perfil no microblog Twitter que o trio de participantes do programa "Big Brother Brasil 10", que restou após a eliminação de Dicésar, não têm chance contra Dourado. Neste domingo (28), Aguinaldo escreveu que "aquele trio de Zé Ruelas que restou no BBB diante dele não dá nem, pra saída...", referindo-se a Cadu, Fernanda e Lia. E assim "Dourado já pode começar a gastar por conta".

No início de março, por outro lado, o novelista havia tirado sarro do lutador. "Gente, que falta de homem é essa? Esse Dourado do 'BBB' não passa de um paraibazinho muito do chinfrim. Sou mais o turcão de Rocha Miranda", disse o autor, fazendo referência ao personagem de "Senhora do Destino".

O fato é que Aguinaldo manteve suas opiniões negativas contra Dourado, mas menosprezou Dicésar ainda mais. "Dourado pode ser brucutu, homófobo, o que for: mas aquela lesma do Dicésar não merecia. Que bicha mais pegagenta!"

E completou: "Mas a turma de machões que produz e encena o BBB deve estar felicíssima: finalmente conseguiram se vingar do Jean Willys!", referindo-se a Dicésar.

Em seu blog, no entanto, o novelista afirmou não ser "fã do programa", e apenas o comenta porque é assunto nacional.

Homossexual assumido, ele também diz que "a opção sexual dos participantes não estaria em jogo... Se ela não fosse ressaltada desde o começo de modo insofismável pelos concorrentes e pelo próprio programa."

Apesar de criticar o machismo e a homofobia, Aguinaldo considera que Dourado "não é burro" e "sabe que, neste preciso momento, sua homofobia e seu machismo lhe dão vantagem no jogo e o levarão a vencê-lo".

25 março 2010

Enquanto a Popularidade do Presidente sobe...



Brasil é o país mais desigual da América Latina, diz ONU



O Brasil é o país mais desigual da América Latina, onde os 10% mais ricos concentram 50,6% da renda, mostra um relatório divulgado nesta quinta-feira pelo ONU-Habitat (Programa de Assentamentos Humanos da ONU) no Rio de Janeiro.

Na outra ponta, os 10% mais pobres ficam com apenas 0,8% da riqueza brasileira.

O problema da má distribuição de renda afeta a América Latina como um todo. Segundo o documento, divulgado durante o quinto Fórum Urbano Mundial da ONU, os 20% latino-americanos mais ricos concentram 56,9% da riqueza da região.

Os 20% mais pobres, por sua vez, recebem apenas 3,5% da renda, o que faz da América Latina a região mais desigual do mundo.

"O país com menor desigualdade de renda na América Latina é mais desigual do que qualquer país da OCDE [Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico] e inclusive do que qualquer país do Leste Europeu", diz o relatório.

O México é o segundo país mais desigual da América Latina, já que os 10% mais ricos da população recebem 42,2% da renda, enquanto os 10% mais pobres ficam com apenas 1,3%.

Na Argentina, em terceiro lugar, 41,7% da renda está concentrada nas mãos dos 10% mais ricos, enquanto os 10% mais pobres têm apenas 1,1%.

A Venezuela é o quarto país mais desigual da região, já que os 10% mais ricos têm 36,8% da renda e os 30% mais ricos controlam 65,1% dos recursos, enquanto os 10% mais pobres sobrevivem com apenas 0,9% da riqueza.

No caso da Colômbia, 49,1% da renda do país vai parar no bolso dos 10% mais ricos, contra 0,9% que fica do lado dos mais pobres.

No Chile, 42,5% da renda local está concentrada nas mãos dos 10% mais ricos, enquanto 1,5% dos recursos vai para os mais pobres.

Os países menos desiguais da região são Nicarágua, Panamá e Paraguai. Mesmo assim, nos três, a disparidade entre ricos e pobres continuam abismais, já que os 10% mais ricos consomem mais de 40% dos recursos.

Também segundo este relatório, a urbanização não contribuiu para diminuir a pobreza na América Latina, já que o número de pessoas na miséria aumentou muito nas últimas décadas.

Em 1970, havia 41 milhões de pobres nas cidades da região, 25% da população da época. Em 2007, os pobres em áreas urbanas eram 127 milhões, 29% da população urbana.

No entanto, o ONU-Habitat alertou no relatório que "é nas cidades menores e, certamente, nas áreas rurais da América Latina, onde a população é mais pobre".

Assim, a pobreza rural no Brasil alcança 50,1% da população; na Colômbia, 50,5%; no México, 40,1%; e no Peru, 69,3%. A grande exceção é o Chile, com um índice de pobreza rural de 12,3%, número inferior inclusive ao das zonas urbanas.

TÔ NEM AÍ....

Lula ironiza multa do TSE e diz que vai viajar muito para inaugurar obras



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu nesta quinta-feira que ainda inaugurará obras em todo o Brasil até o final de seu mandato, e ainda brincou com a multa que levou do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por fazer propaganda eleitoral antecipada.

Na semana passada, o ministro do TSE Joelson Dias determinou a aplicação de multa de R$ 5.000 ao presidente Lula por propaganda eleitoral antecipada. A propaganda teria ocorrido na inauguração de obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) de Manguinhos e Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, em maio do ano passado.

"Este ano nós vamos viajar o Brasil inteiro para a gente inaugurar todas as coisas que estamos aprontando pelo país", disse Lula durante a entrega de casas populares construídas dentro do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) em Osasco, na Grande São Paulo.

Lula lembrou que "todas as cidades do país" receberam obras de seu governo, principalmente na área habitacional.

"Existem poucos municípios que não tenham um projeto habitacional do governo federal, seja os projetos da Caixa financiado pelo Fundo de Garantia, seja do PAC ou do Minha Casa Minha Vida", disse ele, reiterando que na segunda-feira lançará a segunda fase do PAC e do programa habitacional.

"O que fizemos aqui é uma reparação que eu tenho certeza que vai continuar", disse o presidente, para em seguida a população entoar o coro pró-Dilma Rousseff --pré-candidata do PT à Presidência, que acompanhava a comitiva.

"Não adianta vocês gritarem nome porque eu já fui multado pela Justiça Eleitoral em R$ 5.000 porque me disseram que eu falei um nome de uma pessoa. Então, para mim, não tem um nome", disse Lula.

Diante da insistência da população, ele brincou. "Se eu for multado, vou trazer a multa para vocês. Levanta a mão aí quem vai pagar a multa..."

Antes do evento começar, Dilma já mostrou traquejos de candidata: saudou o público que a ovacionou e até distribuiu autógrafos com Lula.