14 junho 2010

NOTA DE REPÚDIO

O Blog Primogênio, na pessoa do blogueiro Edgar Abbehusen, vem manifestar o seu repúdio a agressão sofrida pelo Secretário de Obras do Municipio de Muritiba, José Carlos Brandão:

"Meu pai, Hermano Alberto Abbehusen, falecido em 2006 aos 85 anos de idade, me ensinou a respeitar e admirar a experiência que os idosos sempre estão dispostos a transmitir a nossa juventude, e é inaceitável que um jovem de 25 anos, com uma atitude brutal, venha deferir um soco no rosto de um senhor com mais de 60 anos de idade, seja por qual motivo for. Não há justificativa, não há perdão, e muito menos tolerância para admitir que fatos como esses venham acontecer na nossa cidade.
O agressor merece total repúdio de toda a população e principalmente de toda a imprensa, sejam blogueiros ou radialistas, e principalmente de todos que se dizem politicos da cidade, sejam oposição ou situação, esquerda ou direita, democrátas ou republicanos.
Independentemente de partidos ou classes sociais, a agressão a um idoso é crime, previsto dentro do Estatuto do Idoso, e nenhum homem de bem deve se calar ou deixar de se manifestar diante dessa situação.
O Blog Primogênio se solidariza com o Sr. José Carlos Brandão neste momento, e diz que, esperamos que a justiça seja feita, e que esse brutal marginal que levantou a mão contra um idoso, e foi capaz de atingí-lo com um soco, seja punido e processado.
E não esquecemos também da maior justiça de todas, a justiça divina. Por que os homens podem até falhar nos julgamentos e punições, mais Deus está sempre de olhos abertos, fazendo o mundo dá voltas completas.
A decisão de não publicar os fatos é de não permitir que esse tipo de noticia ganhe publicidade, e sim repúdio. Pois o manifesto e o protesto são as melhores formas de degradar a imagem desse brutal agressor, que felizmente não acarretou em problemas mais sérios a saúde do Sr. José Carlos Brandão."

Edgar Abbehusen Sobrinho
Blogueiro
Agência Primogênio de Comunicação
faleprimogenio@gmail.com


Nas margens do Paraguaçu...

Na última quinta-feira um estudante de 24 anos foi encontrado morto ás margens do Rio Paraguaçu, em Cachoeira. Ele estava no primeiro semestre do curso de Cinema da UFRB, inciando a sua caminhada para a realização de um sonho, no entanto, seu futuro foi interrompido pelas DROGAS.
(Acompanhe a noticia no Blog da Alzira)

(Foto retirada do Blog da Alzira Costa)



As campanhas contra o uso de drogas e a exibição na televisão do efeito devastador que elas têm sobre a vida dos viciados deveriam ser suficientes para riscar esse mal da superfície do planeta. Não é o que acontece. Num desafio ao bom senso, um número enorme de adolescentes continua dizendo sim às drogas. Pesquisa recente mostrou que um em cada quatro estudantes do ensino fundamental e médio da rede pública brasileira já experimentou algum tipo de droga, além do cigarro e das bebidas alcoólicas.

A idade do primeiro contato com esse tipo de substância caiu dos 14 para os 11 anos em uma década. Tais dados sinalizam um futuro bem ruim. Quanto mais cedo se experimenta uma droga, maiores são os riscos de se tornar viciado. As pesquisas também revelam que a maioria dos jovens sabe que as drogas podem se transformar num problema sério. Mas isso não basta para mantê-los longe de um baseado ou de um papelote de cocaína.


Por que é assim?

É claro que quem experimenta pela primeira vez não deseja virar viciado. Um estudo do Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas da Universidade de São Paulo (Grea) diz que a curiosidade é a motivação que leva nove em cada dez jovens a consumir drogas pela primeira vez.

Em seguida vem o desejo de se integrar a algum grupo de amigos. No momento da iniciação das drogas, o adolescente não vê os amigos morrendo, sendo pressionados por traficantes nem se acabando nas sarjetas. Também é difícil perceber a importância que a droga pode assumir em sua vida no futuro. A maioria das drogas só provoca dependência depois de algum tempo de uso. Ou seja, quem entra nessa só percebe tarde demais que está num caminho sem volta. Apenas uma parcela dos usuários se torna dependente grave, do tipo que aparece nas novelas de TV. Apostar nesse argumento para usar drogas é uma loteria perigosíssima, porque ninguém sabe ao certo se vai virar viciado ou não.

Há alguns fatores que contribuem para que um jovem tenha maiores probabilidades de se viciar. O primeiro é genético. Já se provou que pessoas com histórico familiar de alcoolismo ou algum outro vício correm maiores riscos de também ser dependentes. Os demais estão relacionados com a personalidade. Adolescentes tímidos, ansiosos por algum tipo de reconhecimento entre os amigos, apresentam maior comportamento de risco para a dependência.

Eles acreditam que as drogas os ajudarão a ser mais populares entre os colegas ou que serão uma boa maneira de vencer a travação na hora de se declarar e namorar, tarefa sempre complicada para quem é introvertido. Jovens inseguros, que sofrem de depressão ou ansiedade, costumam procurar as drogas como alívio para seus problemas. É ainda uma forma de mostrar aos pais que algo não vai bem com eles ou com a vida familiar. No extremo oposto, aqueles que parecem não ter medo de nada e que buscam todo tipo de emoções também correm grande risco de se envolver com drogas.

O melhor jeito de dizer não às drogas é entender que ninguém precisa ser igual ao amigo ou repetir padrões de comportamento para ser aceito no grupo. É por isso que a prevenção em casa funciona melhor que os anúncios do governo. "Dá para fazer uma boa campanha doméstica sem falar necessariamente em droga", diz o psiquiatra Sérgio Dario Seibel, de São Paulo. Em outras palavras: é natural o adolescente repelir reprimendas e conversas formais sobre esse assunto. Imediatamente fecha a cara e os ouvidos a quem lhe diz em tom grave: "Precisamos conversar sobre drogas", seja o pai, a mãe, seja o governo ou qualquer instituição. A situação ainda é pior quando o pai bebe todo dia sob o pretexto de relaxar ou quando está nervoso e deprimido.

Ele pode passar para o filho a idéia de que a bebida é um poderoso aliado para enfrentar obstáculos. A mãe que toma comprimidos para dormir também está dando ao filho a falsa idéia de que as substâncias químicas garantem a felicidade. Daí a ele achar natural usar drogas é apenas um passo.


Elas fazem muito mal

Muita gente acredita que o consumo esporádico de drogas não faz mal. Errado. Todas as drogas são de alto risco: prejudicam a saúde, perturbam os estudos e alteram o humor para pior. E ninguém sabe de antemão se vai ou não se tornar um viciado.

ÁLCOOL
Provoca cirrose e hepatite alcoólica, hipertensão, problemas cardíacos. Causa danos cerebrais e provoca perda de memória. Leva à dependência física, com graves crises de abstinência e, em grandes doses, provoca coma.



MACONHA
Causa apatia e perda de motivação, prejudica a memória e o raciocínio. Estudos mostram que quem fuma maconha está mais sujeito a sofrer de insuficiência cardíaca e esquizofrenia.


Milton Carello


COCAÍNA
O risco de overdose é alto, o que pode levar à morte. O uso contínuo causa degeneração muscular, perda do desejo sexual, alucinações e delírios. Uma em cada cinco pessoas que experimentam a droga se torna dependente


Ricardo D'Angelo


ECSTASY
Induz a ataques de pânico e ansiedade. Provoca danos nas células nervosas, o que leva à depressão crônica.


Luciana Dourado entre as 100 melhores do Brasil

100 Secretários de Educação de todo o Brasil estará recebendo o Prêmio "Palma de Ouro", entre eles está a Secretaria Municipal de Educação de Muritiba, Luciana Dourado Serra.

O Evento Palma de ouro já existe há sete anos, e é concedido pela Empresa Obregon Eventos e Marketing do Estado de Santa Catarina.

Os Secretários de educação estarão recebendo o Prêmio pelo brilhante desempenho e atuação frente à Secretaria de Educação dos seus Municípios, é concedido através de pesquisa no Ministério da Educação e em sites do Governo do Estado.

Os critérios são voltados para os índices sobre o bom uso das verbas públicas destinadas à Educação, também pelos Projetos e administração das Escolas Municipais.

O evento de entrega será nos dias 20 a 23 de junho de 2010, no sexto Educa Brasil, Encontro de Secretários que ocorrerá em Santa Catarina.

A Secretaria enviou nota para falar sobre a premiação:

"Para caminhar pelos meandros da educação é necessário enxergar as essências, optar pela inconformidade em aceitar visões superficiais, não se deixar seduzir por facilidades e, de forma eloqüente, erguer estandartes possíveis, baseados no anseio de se construir um país maior, mais justo e delineado ao crescimento sem fronteiras.
Desde a outra gestão do Prefeito Epifânio Marques Sampaio, o trabalho com a melhoria da educação tem sido o foco central, sempre objetivando um desenvolvimento do município. O resultado dessa busca incansável de uma equipe que acredita nos ideais de seu gestor surtiu efeitos.
Efeitos esse que fez com que a Secretária de Educação do Município de Muritiba, Luciana Dourado Serra, considerada pelo Educa Brasil como uma das 100 melhores do país, fosse convidada a receber a Palma de Ouro no Estado de Santa Catarina.
A educação do município tomou novos rumos, educando para um futuro melhor.

Secretaria Municipal de Educação de Muritiba"

O comunicado realizado pelos organizadores foi comemorado pelos profissionais da área no município e consequentemente por toda a administração, que não mediu esforços nos últimos 18 meses para melhorar a estrutura física, de mão de obra e de pessoal.

Para Luciana Dourado, o prêmio é um reconhecimento do esforço de toda a equipe de profissionais, que não medem esforços para mudar os indicadores e melhorar cada vez mais a educação do município. “Esse prêmio é de todos indistintamente, desde a pessoa que atua na área de serviços gerais bem como dos professores em sala de aula, do pessoal da área administrativa, enfim de toda a administração” fez questão de frisar a secretaria. Luciana, enfatizou que quando os recursos são investidos de forma responsável e com comprometimento os resultados aparecem, e que esta gestão têm feito investimentos importantes, “Fico feliz com a homenagem recebida, mas faço questão de dividir com todos, esse prêmio não é só meu, mas de todos meus colegas de trabalho e dos nossos parceiros, e é claro de toda a administração” voltou a reafirmar.

O prefeito municipal, Epifânio Marques Sampaio, também destacou a importância da escolha, que para ele funciona como um incentivo a todas as ás pessoas envolvidas na busca por uma educação de qualidade, bem como de que o prêmio fará aumentar a vigilância de todos, no sentido de continuar avançado e não permitir retrocessos. “É um esforço de todos, de toda equipe, principalmente dos educadores e da secretaria, que merecem sem dúvida comemorar a Palma de Ouro, como uma secretária que têm se empenhado para nos ajudar a melhorar a educação” elogiou ele.

Entre os critérios avaliados para a escolha dos gestores, entre mais de 5.500 municípios brasileiros, estão questões relacionadas ao pluralismo de idéias, valorização dos profissionais e igualdade de condições. Os pesquisadores utilizaram as home pages dos Ministérios, Secretarias das Unidades da Federação, Associações de Municípios, Instituições de Ensino, Federações e Prefeituras para definir os premiados.

Segundo os organizadores, o prêmio é um reconhecimento ao trabalho desenvolvido pela Prefeitura de Muritiba, através da Secretaria Municipal de Educação, por se destacar na elaboração de projetos pedagógicos que visam o pleno desenvolvimento da educação e a integração das ações do poder público para melhorar a qualidade de vida da população, como também no gerenciamento e aplicação dos recursos públicos.

13 junho 2010

Primogênio Ganha Destaque na Câmara de Vereadores

Assista ao video Abaixo:



Veja mais videos da TVP em: www.youtube.com/edgarabbehusen

Filhos do Paraguai completa 55 anos de história no Samba de Roda

Mestre Avelino e Edgar Abbehusen

Presente nos 55 anos do Samba de Roda, Filhos do Paraguai, do Mestre Avelino, Edgar Abbehusen representou a Secretária Municipal de Cultura, Luciana Dourado Serra, numa tradicional festividade em comemoração ao aniversário do Samba de Roda.


Pioneiro com o seu "segura a velha", o Mestre Avelino estava bastante contente, e toda a localidade do Bairro do Paraguai, Mundo Novo e Santo Estevão, compareceram para assistir a apresentação do Samba de Roda. A festa foi patrocinada pela Prefeitura Municipal de Muritiba, pelo Presidente da Associação de Moradores do Paraguai, Bia do Açouque, pela emissora de rádio Radiovox, além de politicos da cidade.

O empresário Jorge Ômega e o Radialista Natanael Luís, acompanhado pela sua esposa e seu pequeno filho, Luís Eduardo, também vieram prestigiar o Mestre Avelino.

Mistério: Carro pega fogo dentro de Escola Municipal de Muritiba

Segundo o vigia do Colégio Lindaura Marques Sampaio, na comunidade do Carro-Quebrado na Zona Rural de Muritiba, só percebeu o incêndio quando o Fiesta de Sr. Elias já estava queimando completamente.



O Ford Fiesta Preto modelo 2009,que pertencia ao Funcionário da Prefeitura de Muritiba, Sr. Elias, um dos homens de confiança do Prefeito Epifânio Marques Sampaio, pegou fogo, misteriosamente, nas dependecias do Colégio Municipal Lindaura Marques Sampaio, no Carro-Quebrado.

O incidente aconteceu por volta das 22 horas da noite de sexta-feira, 11/06, enquanto o proprietário do veiculo tinha vindo até Muritiba trazer professores para o Colégio Moranguinho.

Segundo moradores do local, na semana passada, uma moto também teria sido incendiada dentro de uma residência na localidade do Carro-Quebrado, e acredita-se tratar de um ato de vandalismo. Como o carro teria sido estacionado muito próximo ao muro do colégio, ficou fácil algum mal intensionado atear fogo contra o veiculo.

COMOÇÃO


Funcionários da Secretaria de Educação, a exemplo de professores e motoristas, se solidarizaram com o Sr. Elias, que estava bastante abalado com a situação.

O Prefeito Babão, que estava em uma novena no Gravatá, assim que soube do incidente, se dirigiu até o local para consolar o amigo e funcionário.

As causas do incendio ainda estão sendo investigadas.

12 junho 2010

Edgar Abbehusen vai a candidatura de José Serra em Salvador neste Sábado


É sob uma imensa tenda com cara de pista de forró pé-de-serra, dança típica do Nordeste, que o PSDB vai homologar, neste sábado, 12, em Salvador, a candidatura à Presidência da República do ex-governador de São Paulo José Serra.

A megaconvenção, que reunirá no Clube Espanhol, na orla marítima, as principais lideranças nacionais do tucanato, do DEM e do PPS e artistas devem atrair mais de cinco mil pessoas, além dos 600 delegados. Para trazer militantes do interior da Bahia, foram fretados cerca de 140 ônibus. O custo da festa é estimado pela direção nacional do PSDB entre R$ 500 mil e R$ 600 mil.

O blogueiro Edgar Abbehusen é simpatizante do Candidato José Serra, pela sua importante referencia como Ministro da Saúde, e principalmente pelo ótimo aparente preparo para assumir um cargo tão importante, que é dirigir um país tão complexo como o Brasil.


10 junho 2010

Mais Esclarecimentos sobre "Uso Indevido" do fardamento do Exercito Brasileiro

Procurando ainda meios de esclarecimentos e com intuito de defender a comunidade de Muritiba, o nosso Blog, atráves do Promotor de Justiça Militar Luiz Augusto de Santana, encaminhou a matéria sobre o "Uso Indevido de Uniforme" para diversos seguimentos da área juridica e das Forças Armadas Brasileira.

Abaixo, a opinião do Sargento de Infantaria e Ex- Instrutor do Tiro de Guerra de Cruz das Almas há tempos atrás e considerado um dos melhores que já passaram por lá, Domingos Augusto da Silva, considerado um profissional de estirpe:


É estranho que isso esteja acontecendo num tempo em que tantas liberalidades são permitidas em nosso meio, inclusive o uso indiscriminado de peças similares aos uniformes militares, especialmente os camuflados hoje generalizados. Não sei se aqui em Salvador há alguma loja que venda peças semelhantes aos do EB, mas num shoping em Campinas-SP chamou-me a atenção uma loja que vendia artigos parecidos com os de uso das FFAA e me perguntei se aquilo era permitido. Houve um tempo, bota tempo nisso, que havia rigoroso controle com apreensão das peças onde e com quem elas fossem encontradas.
Naquele tempo, a PE fazia patrulha e controlava essa conduta dos civis por acaso encontrados vestindo uma gandola ou usando um gorro. Hoje, contudo o uso é comum e acho que em qualquer parte do mundo. É gandola, é gorro, é cinto, tão usando tudo. O Instrutor de Muritiba está extrapolando e criando perigosas áreas de atritos que podem prejudicá-lo, concordo com você.

Grande abraço.

Domingos


Recebemos também a opinião do Capitão EB Alvamar Sales de Moraes, que hoje reside em Maceió (AL) e foi Instrutor TG 07.010 - PATOS/PB:

Concordo com o que já foi falado por aqui, acontece que estamos vivendo outro momento com nosso Exército e o homem ( militar ), como produto do meio, tem que acompanhar essa nova fase, ademais, o Sgt não está dentro das normas atuais, creio. Minha opinião pessoal, é que a coisa fosse como dantes, " PE na rua, tomando tudo que era peça de uniforme usada por civis ", mas estamos em outra época, num outro momento, temos que acatar, sejamos ou não contra.
Grande abraço,

ALVAMAR MORAIS ( ex-Instrutor TG 07.010 - PATOS/PB ).


A intensão do Blog Primogênio é defender a sociedade muritibana, num momento em que muitos se calam por medo o nosso blog vai atrás da verdade.
O nosso espaço é aberto, se qualquer pessoa quiser se manifestar sobre o assunto, seja contra ou a favor, iremos publicar.

Aguardamos mais opiniões sobre o assunto...

09 junho 2010

Esclarecimentos: Dr. Luiz Augusto, Promotor de Justiça Militar, fala ao nosso Blog sobre atitudes do Sargento de Muritiba

Em conversa com o amigo e Tenente da Policia Militar, Valdomiro Suzart, ele me disse uma coisa interessante: O reporter ele tem sempre que buscar todos os caminhos para dar esclarecimentos corretos em suas matérias.

Além do mais, nos corrigiu, dizendo que a nossa matéria sobre o Sargento do Tiro de Guerra de Muritiba tinha um equivoco, onde dizemos "leis desconhecidas", ele nos alertou para que todo cidadão tem o direito de conhecer as leis do seu país.

O Tenente da Policia Militar Valdomiro Suzart é um profissional extremamente competente e respeitadissimo em toda a nossa região e gostaríamos de agradecé-lo por nos orientar, e que o nosso espaço sempre estará aberto para a sua pessoa.

Em relação a buscar todos os caminhos pra dar esclarecimentos as nossas matérias, resolvemos buscar respostas sobre as aborgens feita pelo Sargento Galeno, do Tiro de Guerra de Muritiba:

Uso indevido de uniforme, distintivo ou insígnia militar por qualquer pessoa:

"Art. 172. Usar, indevidamente, uniforme, distintivo ou insígnia militar a que não tenha direito:

Pena - detenção, até seis meses."

Enviamos cópia da nossa matéria para advogados conhecidos e principalmente para Luiz Augusto de Santana, Promotor de Justiça Militar e ex-integrante das Forças Armadas Brasileira.

Desde que colocamos a nossa matéria no ar, o Sargento Galeno, com seu jeito de pouca amizade, disse que "achava bom eu comparecer ao Tiro de Guerra de Muritiba" para conversar sobre o assunto e dizer que o que ele faz está correto. Preocupado com as atitudes intolerantes do Sargento Galeno, resolvi aguardar uma resposta concreta do Promotor de Justiça Militar.

Com cópia em anexa da Matéria sobre o Sargento do TG de Muritiba mandamos ao Dr. Luiz Augusto de Santana:

Coloquei uma matéria no Blog sobre o Sargento do Tiro de Guerra de Muritiba, e gostaria que o senhor, como Promotor de Justiça Militar, pudesse escrever algo, concordando ou não com a atitude dele.
Obrigado Tio

A resposta do Dr. Luiz Augusto segue abaixo:

Edgard, o sargento instrutor do Tiro de Guerra de Muritiba não está correto na sua ação de coibir uso de peças de uniforme das forças armadas aí em Muritiba. A lei é bem clara quando proibe o uso, indevidamente, de uniforme, distintivo ou insígnia militar a que não tenha direito.

Uniforme é o fardamento completo, distintivo são os símbolos de cursos que se faz, e insígnias são as representações de unidades, comandos. Peças de uniforme são partes soltas e que nada dizem. É um gorro de pala dura, uma gandola, uma calça, um coturno, e isso além de não ser proibido, não constitui ofensa às forças armadas. Em todo lugar do mundo, pessoas, reverenciando suas forças armadas, gostam de usar peças de uniformes e até similares, como essas camisas escritas "Exército de Cristo", e ninguém faz repressão a isso. Diga a ele que o que ele está fazendo é constrangimento ilega, crime do Art. 222 do Código Penal Militar, e ele pode receber uma representação por isso junto ao Comando da 6a RM, ou até direto ao Ministério Público Militar, e essa bobagem que ele está fazendo pode lhe custar a função de instrutor de Tiro de Guerra e até uma condenação junto a Justiça Militar.


Grave essa mensagem e entregue a ele, me identificando. Diga, também, que tenho o brevê da Asa Prateada, o distintivo de batedor do Exército e peças de meus uniformes que guardei como lembrança da minha ex-instituição, e que gosto de usá-las quando viajo. Pergunte-lhe se eu chegar a Muritiba e estiver com minha boina vermelha, se ele terá coragem de me tomá-la? E se eu estiver com meu brevê de páraquedista sobre minha japona de couro, ele terá coragem de tomá-la? E se estiver usando uma gandola que foi minha, e que guardei porque sei que não estou errado, ele terá coragem de tomá-la? Pois, d
iga-lhe que fui colega dele, sargento de infantaria de carreira, segundo lugar na turma de 1971, páraquedista, especializado PE, identificador, e hoje sou promotor de Justiça Militar Estadual.

Meu nome é Luiz Augusto de Santana, e que deixei o Exército, força à qual respeito muito, para seguir outra carreira, e que sentiria muito ver um companheiro se atrapalhar por bobagem, e que embora ache que ele, ao agir assim, esteja zelando pelo bom nome da força à qual pertence, precisamos nos ater aos limites que a própria lei nos dá. Que leia um pouco mais sobre as jurisprudências do Superior Tribunal Militar sobre o crime que ele diz que os paisanos aí de Muritiba estão praticando, e que estou mandando cópia dessa mensagem para a seção do Serviço Militar da 6a RM, para o major Gileno, da Seção Jurídica do QG, pedindo que a mostre ao general comandante da Região e ao chefe da Seção de Tiro de Guerra, para que os oriente.

Um abraço.

Luiz Augusto (ex-sargento Augusto da PE).
Promotor de Justiça Militar do Estado da Bahia

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O Blog Primogênio agradece ao Dr. Luiz Augusto de Santana, que além de ser Promotor de Justiça Militar da Bahia, é um muritibano que sempre se preocupou com a nossa cidade.

Humor: O Grande Circo Eleitoral...

Cuidado... Quem sabe em 2012 podemos presenciar cenas iguais ou piores que essas em Muritiba!


PARABÉNS A JUVENTUDE QUALIFICADA



Jovens da cidade de Muritiba foram certificados hoje para trabalhar em diversas áreas pelo Programa Qualifica Bahia e Juventude Cidadã, da Secretaria de Trabalho do Estado da Bahia. O evento contou com a presença de autoridades municipais do Execultivo e Legislativo, além de pessoas ilustres como Dr. Copelo e o Sr. Lourival Andrade.

Numa cidade onde o indice de usuários de drogas, segundo setores judiciais, é cada vez crescente, principalmente o uso de crack e cocaína, mais de 150 jovens foram qualificados hoje e estão aptos a trabalhar no ramo de Soldador, Pedreiro, Encanador e etc. Um verdadeiro exemplo de força de vontade e perspectiva de futuro, os jovens, agora trabalhadores em suas áreas, ficarão muito felizes com suas novas funções em seus curriculos.

Com destaque para Sidiley Cardoso, um dos idealizadores do Projeto Ativa Recôncavo, que foi um dos alunos pioneiros do Juventude Cidadã no ano passado, e hoje ele tomou a iniciativa de um projeto cultural dentro da região, para divulgar eventos e acontecimentos culturais do Recôncavo Baiano. Sidiley parabenizou a iniciativa do Projeto e incentivou os jovens formandos a seguir adiante em seus sonhos.

O Blog Primogênio também parabeniza a iniciativa da Associação do Ginásio Castro Alves, e diz que estaremos sempre levantando a bandeira em prol do futuro mais digno com emprego, renda e qualidade de vida para a nossa cidade.

SUSTO NO CENTRO: Parte do paredão do Galpão abandonado desaba


Prefeitura diz que não tem responsabilidade em incidente, e que o alerta de perigo foi feito pela Secretaria de Obras, através de Oficio, ao dono do Galpão. Mas há algo mais grave em torno da situação: E se alguém tivesse morrido?



Passava das 6 da manhã quando se ouviu um barulho semelhante ao de uma bomba. "O chão tremeu lá em casa, eu ouvir um extrondo enorme, levantei assustado, achei que o mundo estava acabando", disse um dos moradores do Bairro da Baixinha, que tem sua entrada do bairro composta por um paredão enorme, que desabou sobre a rua, levando peças de madeiras de contenção e um poste de energia, com fiação de alta tensão, para o meio da rua.

Com se não bastasse, o Galpão fica em pleno Centro Comercial da cidade de Muritiba, ao lado da livraria mais movimentada da cidade, em uma das áreas de maior circulação da população.

O Galpão, abandonado há pouco mais de 7 anos, servia antes como deposito de moveis na cidade. No ano passado, nessa mesma epoca de chuva na região, a parte do telhado desabou em plena luz do dia, assustando comerciantes e moradores do local. Segundo o Secretário de Obras e Desenvolvimento Econômico do Municipio, José Carlos Brandão, ele enviou, naquele periodo, um oficio para o atual proprietário, alertando para os riscos de desabamento, inclusive, com a forte possibilidade de gerar vitimas.

"Chegamos a enviar 4 ou mais oficios ao proprietário, o que não podiamos fazer é tomar a frente de uma área particular e derrubar, a Prefeitura estaria indo contra a lei", completou Sr. Zé Brandão. Após isso foi tomada a iniciativa do proprietário de escorar o paredão com peças de madeira.



O Secretário disse ainda que em conversa particular com o proprietário a poucos dias, voltou a alertá-lo para os riscos da queda do paredão. "Eu ainda enfatizei que qualquer prejuizo material ou humano gerada pela queda seria de responsabilidade dele", afirmou.

O Sargento Galeno, do Tiro de Guerra de Muritiba, disponibilizou dois homens para alertar a população dos riscos de passar pelo local, afinal de contas, o que caiu hoje pela manhã foi só a metade do paredão, a outra metade, que fica ao lado de residências do Bairro da Baixinha está levemente balançando.

Agora a população do Bairro cobra atitude da Prefeitura Municipal e do proprietario do Galpão, afinal pessoas de idade, crianças e adultos passam o dia inteiro pelo local, além é claro, da movimentada livraria ao lado do paredão, que foi atingida por uma das peças de madeira.

A queda e o susto podem até passar com o tempo, mais talvez o aviso de que algo mais grave poderia e ainda pode acontecer foi dado. Metade do paredão ainda está lá, balançando a mercê da boa vontade humana para derrubá-lo em uma hora determinada, ou a mercê do tempo, que não escolhe data nem hora, e o pior, não espera ninguém passar.

Ps: A nossa reportagem irá tentar entrar em contato com o dono do estabelecimento para esclarecer a situação.




05 junho 2010

Primogênio de Domingo

Neste Domingo o Primogênio destaca:

EDGAR ABBEHUSEN NO IV FORÚM DE DIRIGENTES DE CULTURA DO RECÔNCAVO


E logo após ele faz uma visita a casa de D. Canô - Clique e confira


ENTREVISTA: Juraci Rebouças entrevista autoridades de Maragojipe


REFLEXÃO: Quem é o doutor?


FESTAS: Boteco do NhoNho reuni personalidades da sociedade de Muritiba
E Mais: Ratinho lança novo projeto "Dr. Ratus"


RÁDIO: "Pra quem você tira o chápeu" é o novo quadro de Fabão


MÚSICA: "Ai se eu te pego, assim você me mata" Promete sucesso no São João da Bahia

"Assim você me mata" promete sucesso no São João

Os forrozeiros de plantão estão ouvindo um tal de "Ai se eu te pego, assim você me mata". A música, que é uma readaptação do funk carioca para o pé de serra nordestino, caiu nas graças do público e vêm conquistando a turma do forró.

A música ainda está pouco conhecida, e promete estourar nas grandes festas do São João. Abaixo, um vídeo do Youtube com uma das primeiras bandas baianas a lançar o sucesso na região, Os Meninos do Seu Zé, que brincam com o público colocando a música em ritmo de arrocha e ensinando a coreografia:



Pra quem você tira o chapéu?!

O Radialista Fabão inova trazendo um quadro diferente de todos na nossa região

O convidado chega e logo se depara com 12 papeis dobrados em cima da mesa, todos numerados. Cada papel tem o nome de alguma coisa, ou de alguém, no qual o convidade terá que responder se tira ou não o "Chapéu". E não só tirar o "Chapéu", mas também justificar a sua posição.

É assim que o radialista Fabão comanda o seu novo quadro semanal na Muritiba FM (87,9), todas as terças-feiras a partir das 9 da manhã. O quadro vem trazendo polêmica e gerando burburinho na cidade, e já tem personalidades pedindo pra participar. "Começamos com o Daniel Santos, artista da cidade, depois fizemos com o vereador Luciano de Miranda, e logo depois não precisei convidar mais ninguém, as pessoas foram me encontrando na rua e pedindo pra participar." Explica Fabão.

Se há um critério de seleção, isso ele não respondeu, mais garante que até o meio do mês de junho a agenda do "Pra quem você tira o chapéu" está lotada. Fabão se limita em nomes próprios, ou em citar pessoas conhecidas, "Eu acho que a cidade ainda não está preparada pra eu colocar um nome próprio de grande representação popular, por ser uma cidade pequena as pessoas tem medo de se expor de tal forma", diz ele.

Policia Militar, Administração atual da cidade, Câmara de Vereadores, são alguns nomes que podem sair dos papelzinhos do quadro.

Sobre as polêmicas geradas com o quadro, Fabão diz não se preocupar. "Já está mais do que na hora da população entender que esse país é livre. Se eu coloco o nome da administração da cidade pra ver se alguém tira o chapéu, aquela pessoa vai tirar se ela quiser, se não quiser ela não tira".

Mãe de Isabella pede R$ 100 mil de indenização por livro de Sanguinetti

Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni, assassinada em 29 de março de 2008, entrou na Justiça de São Paulo com uma ação indenizatória por danos morais no valor de R$ 100 mil contra o médico alagoano George Sanguinetti por causa do livro “A morte de Isabella Nardoni - Erros e Contradições Periciais”, que ele escreveu e pretende publicar ainda este ano. A obra, que não teve a autorização da família Oliveira para ser feita, inocenta o casal Nardoni, condenado em março deste ano pela morte da menina, e diz que o assassino foi um pedófilo não identificado. O processo está em segredo.

O G1 apurou que o processo entregue na segunda-feira (24) no Fórum de Santana, na Zona Norte da capital, quer impedir a publicação, divulgação e comercialização da obra literária sob a justificativa de que ela agride a memória da menina morta aos 5 anos de idade e também causa constrangimento à sua mãe. Por telefone, a advogada de Ana Oliveira, Cristina Christo Leite, confirmou à reportagem ter entrado recentemente com uma ação, mas não quis dar mais detalhes sobre ela ou comentar o assunto.

Em 87 páginas, o livro de Sanguinetti discorda da decisão dos jurados. O casal Alexandre Nadoni e Anna Carolina Jatobá, respectivamente pai e madrasta de Isabella, foi condenado a mais de 30 anos de prisão pela morte da menina. Ambos dizem ser inocentes. O texto, ao qual o G1 teve acesso, critica o trabalho dos peritos e volta a reafirmar a existência de uma “terceira pessoa”, mas, desta vez, “revela” que o criminoso é, na verdade, um pedófilo, que abusou sexualmente da garota e a matou.

Procurado pela reportagem, Sanguinetti afirmou que vai esperar ser comunicado oficialmente pela Justiça para informar quais medidas irá tomar sobre a ação que quer barrar seu livro. O autor, no entanto, diz que não quis ofender nenhum familiar da menina.

“Ainda negocio o lançamento do livro com editoras, mas garanto que não há nenhuma alusão que denigra a imagem de Isabella ou sua família. Insistirei na publicação do livro e irei para qualquer tribunal. Estou fazendo o que meu país me permite: a liberdade de expressão. Responsabilizo-me pelo que escrevi. Fiz uma análise meramente técnica de um caso de grande repercussão. E reforço que não precisava pedir aturorização da família porque é um caso público”, declarou Sanguinetti, que já chegou a ser contratado pela família Nardoni para analisar os laudos periciais sobre a morte da menina.

Imagem de livro sobre caso Isabella

Pedófilo (Divulgação)

Fotos de Isabella e boneca
Não é a primeira vez que Ana Oliveira entra com uma ação na Justiça contra um livro sobre o caso Isabella. Em junho de 2009, o gaúcho Paulo Papandreu, que também é médico, publicou “Isabella”, que apresentava outra explicação para a morte da garota: “acidente doméstico”. Segundo ele, a garota caiu sozinha do sexto andar do Edifício London, na Zona Norte de São Paulo.

O livro, que exibia uma foto de Isabella, não agradou a mãe da menina. Ela entrou com uma ação contra as imagens e o conteúdo da publicação. Em outubro, uma decisão judicial proibiu a venda e determinou o recolhimento dos 10 mil exemplares. O processo, no entanto, só será concluído após a sentença. Cerca de R$ 200 mil foram pedidos de indenização. Se a causa for ganha, a mãe de Isabella disse que doará o dinheiro a uma instituição de caridade.

Precaução

Ganhador do prêmio Jabuti de literatura de 1998 pelo livro “A Morte de PC Farias: O Dossiê de Sanguinetti”, o médico alagoano disse que ainda teve a preocupação de não exibir nenhuma foto de Isabella neste novo livro que trata do caso. “Me precavi. O primeiro passo foi o de não colocar nenhuma foto de Isabella, qualquer citação da família dela ou cópia de documento original do processo. Faço linguagem técnica a partir de achados. A polícia e a perícia deveriam ter investigado uma terceira pessoa”, disse.

“A morte de Isabella Nardoni - Erros e Contradições Periciais” contém fotos de uma boneca para representar a menina e desenhos feitos à mão de um suspeito, apontado como o pedófilo. O restante das páginas é de cópias de documentos de pareceres que Sanguinetti já fez sobre o caso.

“Sim, quem matou Isabella foi um pedófilo. As lesões encontradas no seu órgão genital são iguais a de uma criança abusada sexualmente. Ela caindo sentada, como afirmou a perícia paulista, não teria lesões como as que ficaram em seu corpo”, afirmou Sanguinetti. Os peritos dizem que as lesões na genitália são decorrentes da queda do sexto andar.

Imagem de livro sobre caso Isabella
Boneca representa Isabella no livro (Foto:Divulgação)

Leia abaixo o trecho do livro no qual ele tenta reproduzir como Isabella foi morta possivelmente por um pedófilo:

A provável e talvez única motivação para o crime, para que ela fosse jogada do 6º andar do Edifício London foi desviar o foco do atentado sexual. Para que não fossem descobertas as lesões na genitália de Isabella e também impedir o reconhecimento do pedófilo. Acredito que a menor estava adormecida na cama, quando o infrator baixou a calça e a calcinha e a vulnerou com toques impúdicos, dedos, manuseios, etc. Ela acorda e grita papai...papai...papai e para...para..para, como foi descrito por testemunhas que ouviram os gritos de Isabella, audíveis até no 1º andar e no edifício vizinho. Os depoentes que ouviram os gritos, testemunharam que foram minutos antes da precipitação. Na tentativa de silenciá-la, de ocultar a tentativa de abuso sexual, a menor é jogada para a morte. Quando iniciei meus trabalhos, relatei meus primeiros achados e divulguei: ‘procurem o pedófilo, procurem o pedófilo,’ mostrando a causa real da morte de Isabella. No prédio ou nas cercanias, havia alguém com antecedentes de pedofilia? Os que trabalharam anteriormente foram investigados sob esta ótica? Repito: ‘Procurem o pedófilo! Procurem o pedófilo.’”, escreve Sanguinetti.

Isabella Nardoni morreu no dia 29 de março de 2008. Nardoni foi sentenciado a 31 anos, 1 mês e 10 dias; Jatobá, a 26 anos e 8 meses de prisão. Os dois estão presos em Tremembé, a 147 km da capital paulista. Eles sugerem que alguém entrou no apartamento enquanto Isabella dormia sozinha e a matou. Roberto Podval, advogado do casal, entrou com pedido na Justiça pedindo a anulação do júri. A solicitação será julgada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Caso seja negada, a defesa poderá recorrer a outras instâncias superiores, como o Superior Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal.

Drogas: o perigo ronda as escolas

"Já experimentei maconha, ecstasy, LSD e lança perfume, sempre em festas e na companhia de amigos. Na minha escola, entre os mais velhos, difícil é achar quem nunca usou nenhuma dessas coisas". A declaração é de uma garota de apenas 14 anos, que estuda em um colégio de classe média de São Paulo. Há ainda um dado a ser acrescentando na já preocupante relação entre jovens e drogas: a escola, local onde crianças e adolescentes passam a maior parte do tempo, vem se tornando a porta de entrada para o mundo da experimentação.

"É ali que os jovens aprendem a beijar e têm sua iniciação sexual, mas também pode ser ali o lugar onde eles terão o primeiro contato com as drogas", afirma Ronaldo Laranjeira, psiquiatra e coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). "Geralmente, a experiência começa com drogas legais, como álcool, tabaco e cola de sapateiro. Em seguida, entram as drogas ilícitas e, entre essas, a maconha está em primeiro lugar quando se trata de ambiente escolar."

Não há números globais sobre a penetração das drogas na escolas brasileiras. Contudo, a impressão generalizada e os dados esparsos indicam que ela avança. "Pesquisas locais já apontavam para o uso precoce dessas substâncias", revela Paulina Vieira Duarte, titular da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad).

Aula anti-droga - O problema já bateu às portas da cúpula da educação pública no Brasil. Prova disso é que, no próximos dia 17, professores de todo o país encerrarão um curso de capacitação à distância para lidar com o assunto. A ação é uma parceria entre o Ministério da Educação (MEC), a Universidade de Brasília (UnB) e a Senad.

O objetivo é formar profissionais capazes de abordar adolescentes já usuários de drogas e conscientizar aqueles que ainda não se envolveram com esse tipo de problema. Constam do treinamento também orientações sobre como lidar com uma constatação crescente: o consumo e eventualmente até o tráfico de drogas se dá dentro dos muros da escola.

O crescimento do números de profissionais treinados pelo MEC dá uma ideia da evolução desses problemas: em 2004, na primeira edição da capacitação, foram 5.000 educadores provenientes de mil escolas públicas do país. Neste ano, serão 25.000, de 4.658 unidades de todos os estados.

"A ainda há uma demanda reprimida de mais de 15.000 vagas", afirma Paulina, da Senad. "Precisamos preparar os professores para que eles saibam abordar o problema de drogas nas escolas, além de realizar o encaminhamento adequado para a rede de serviços de atenção a usuários e seus familiares".

De acordo com pesquisa realizada pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) da Unifesp, 57% dos jovens entre 12 e 17 anos consideram que obter drogas em "qualquer momento" é "muito fácil". Em 2001, 48,3% já tinham ingerido álcool; três anos depois, eram 54,3%. O consumo de maconha também subiu: de 6,9%, em 2001, para 8,8% em 2005.

Dificuldade dos adolescentes em se concentrar é 'mal da idade'


Se você tem menos de 20 anos e tem dificuldade para se concentrar nas suas atividades, não se preocupe, isso não é sua culpa. Uma pesquisa publicada no periódico especializado Journal of Neuroscience sugere que os adolescentes têm dificuldade de concentração porque o cérebro dessa turma é menos desenvolvido do que se pensava.

De acordo com cientistas da Insitituto de Neurociência Cognitiva da Universidade College London, apesar de terem a aparência de jovens adultos, os adolescentes têm o cérebro mais parecido com o das crianças. Portanto, eles são mais desorganizados e têm mais dificuldades de concentração que os mais velhos. O cérebro, dizem os especialistas, só se desenvolve completamente no fim da segunda década de vida e princípio da terceira.

Para o estudo, um grupo de adolescentes teve sua atividade mental escaneada enquanto resolviam tarefas e tentavam não se distrair. Ao final do teste, os cientistas se surpreenderam com a quantidade de atividade detectada na parte pré-frontal do córtex, uma área localizada na parte da frente do cérebro usada para tomar decisões e realizar múltiplas tarefas. Segundo os responsáveis pela pesquisa, esse resultado mostra que os cérebros desses adolescentes estavam operando de maneira menos eficaz que o cérebro de um adulto.

"Não é fácil para os adolescentes prestarem atenção nas aulas sem deixar que a mente vagueie ou ignorar as distrações trazidas pelo irmão mais novo enquanto resolvem um problema de matemática. Mas isso não é culpa deles. Isso acontece devido à estrutura de seus cérebros", afirma Iroise Dumontheil, uma das autoras do estudo. "Os adolescentes simplesmente não possuem as mesmas capacidades mentais que os adultos."

Segundo a pesquisa, o cérebro dos adolescentes possuem muita massa cinzenta - responsável pelo tráfego de mensagens - o que significa que o pensamento deles é mais caótico que o dos adultos. A quantidade de massa cinzenta diminui com a idade, fazendo com que, com o decorrer dos anos, organizemos melhor e de maneira mais eficiente nossos pensamentos e tornemos o nosso cérebro mais eficiente.

Boteco do NhoNho 1ª Edição (4 de junho de 2010)


















Sexta-Feira de estreias na Noite Muritibana


O novo projeto do Cantor/Compositor Ratinho, músico e proprietário do Forró da Zorra, deu o que falar na noite dessa sexta-feira, no "Boteco do NhoNho". A Festa, promovida pelo comerciante Fernandinho Mota, do Point da Bandeira, foi a primeira apresentação do Dr. Ratus na região, que recebeu unanime aprovação do público.

Diferente da identidade do Forró da Zorra, Dr. Ratus trás o autêntico forró pé de serra, com composições próprias e canções conhecidas de Dominguinhos e Trio Nordestino.

A noite, contou com a participação de diversos seguimentos da sociedade muritibana, como comerciantes, formadores de opinião, além é claro, de Tairon Garcês, cantor do Forró da Zorra, que aproveitou pra dar uma canja com o amigo.

"Muita animação e gente bonita", definia jovens que participaram da primeira edição do "Boteco do NhoNho", que ainda teve Ismael e sua Sanfona Deitada após a apresentação do Dr. Ratus.

04 junho 2010

Reflexão: Doutor é pra quem faz "Doutorado"


Marco Antônio Ribeiro Tura é jurista, membro vitalício do Ministério Público da União, doutor em Direito Internacional e Integração Econômica pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, mestre em Direito Público e Ciência Política pela Universidade Federal de Santa Catarina, professor visitante da Universidade de São Paulo, ex-presidente da Associação Americana de Juristas, ex-titular do Instituto dos Advogados Brasileiros e ex-titular da Comissão de Reforma do Poder Judiciário e da Ordem dos Advogados do Brasil:

"No momento em que nós do Ministério Público da União nos preparamos para atuar contra diversas instituições de ensino superior por conta do número mínimo de mestres e doutores, eis que surge (das cinzas) a velha arenga de que o formado em Direito é doutor.

A história, que, como boa mentira, muda a todo instante seus elementos, volta à moda. Agora não como resultado de ato de Dona Maria, a Pia, mas como consequência do decreto de D. Pedro I.

Fui advogado durante muitos anos antes de ingressar no Ministério Público. Há quase 20 anos sou professor de Direito. E desde sempre vejo “docentes” e “profissionais” venderem essa balela para os pobres coitados dos alunos.

Quando coordenador de curso tive o desprazer de chamar a atenção de (in) docentes que mentiam aos alunos dessa maneira. Eu lhes disse, inclusive, que, em vez de espalharem mentiras ouvidas de outros, melhor seria ensinarem seus alunos a escreverem, mas que essa minha esperança não se concretizaria porque nem mesmo eles sabiam escrever. Pois bem.

Naquela época, a história que se contava era a seguinte: Dona Maria, a Pia, havia “baixado um alvará” pelo qual os advogados portugueses teriam de ser tratados como doutores nas Cortes Brasileiras. Então, por uma “lógica” das mais obtusas, todos os bacharéis do Brasil, magicamente, passaram a ser Doutores. Não é necessária muita inteligência para perceber os erros desse raciocínio. Mas como muita gente pode pensar como um ex-aluno meu, melhor desenvolver o pensamento (dizia meu jovem aluno: “o senhor é advogado; pra que fazer doutorado de novo, professor?”).

1) Desde já saibamos que Dona Maria, de Pia nada tinha. Era Louca mesmo! E assim era chamada pelo Povo: Dona Maria, a Louca.

2) Em seguida, tenhamos claro que o tão falado alvará jamais existiu. Em 2000, o Senado Federal presenteou-me com mídias digitais contendo a coleção completa dos atos normativos desde a Colônia (mais de quinhentos anos de história normativa). Não se encontra nada sobre advogados, bacharéis, dona Maria, etc. Para quem quiser, a consulta hoje pode ser feita pela Internet.

3) Mas digamos que o tal alvará existisse e que dona Maria não fosse tão louca assim e que o povo fosse simplesmente maledicente. Prestem atenção no que era divulgado: os advogados portugueses deveriam ser tratados como doutores perante as Cortes Brasileiras. Advogados e não quaisquer bacharéis. Portugueses e não quaisquer nacionais. Nas cortes brasileiras e só!

Se você, portanto, fosse um advogado português em Portugal não seria tratado assim. Se fosse um bacharel (advogado não inscrito no setor competente), ou fosse um juiz ou membro do Ministério Público você não poderia ser tratado assim. E não seria mesmo. Pois os membros da Magistratura e do Ministério Público tinham e têm o tratamento de Excelência (o que muita gente não consegue aprender de jeito nenhum). Os delegados e advogados públicos e privados têm o tratamento de Senhoria. E bacharel, por seu turno, é bacharel; e ponto final.

4) Continuemos. Leiam a Constituição de 1824 e verão que não há “alvará” como ato normativo. E ainda que houvesse, não teria sentido que alguém, com suas capacidades mentais reduzidas (a Pia Senhora), pudesse editar ato jurídico válido. Para piorar: ainda que existisse, com os limites postos ou não, com o advento da República cairiam todos os modos de tratamento em desacordo com o princípio republicano da vedação do privilégio de casta. Na República vale o mérito. E assim ocorreu com muitos tratamentos de natureza nobiliárquica sem qualquer valor a não ser o valor pessoal (como o brasão de nobreza de minha família italiana que guardo por mero capricho porque nada vale além de um cafezinho e isto se somarmos mais dois reais).

A coisa foi tão longe à época que fiz questão de provocar meus adversários insistentemente até que a Ordem dos Advogados do Brasil se pronunciou diversas vezes sobre o tema e encerrou o assunto.

Agora retorna a historieta com ares de renovação, mas com as velhas mentiras de sempre. Agora o ato é um “decreto”. E o “culpado” é Dom Pedro I (IV em Portugal). Mas o enredo é idêntico. E as palavras se aplicam a ele com perfeição.

Vamos enterrar tudo isso com um só golpe?!

A Lei de 11 de agosto de 1827, responsável pela criação dos cursos jurídicos no Brasil, em seu 9ª artigo diz com todas as letras: “Os que frequentarem os cinco anos de qualquer dos cursos, com aprovação, conseguirão o grau de bacharéis formados. Haverá também o grau de Doutor, que será conferido àqueles que se habilitarem com os requisitos que se especificarem nos Estatutos que devem formar-se, e só os que o obtiverem poderão ser escolhidos para Lentes”.

Traduzindo o óbvio. A) Conclusão do curso de cinco anos: Bacharel. B) Cumprimento dos requisitos especificados nos Estatutos: Doutor. C) Obtenção do título de Doutor: candidatura a Lente (hoje Livre-Docente, pré-requisito para ser Professor Titular). Entendamos de vez: os Estatutos são das respectivas Faculdades de Direito existentes naqueles tempos (São Paulo, Olinda e Recife). A Ordem dos Advogados do Brasil só veio a existir com seus Estatutos (que não são acadêmicos) nos anos trinta.

Senhores: doutor é apenas quem faz doutorado. E isso vale também para médicos, dentistas, etc, etc. A tradição faz com que nos chamemos de doutores. Mas isso não torna doutor nenhum médico, dentista, veterinário e, mui especialmente, advogados. Falo com sossego.

Afinal, após o meu mestrado, fui aprovado mais de quatro vezes em concursos no Brasil e na Europa e defendi minha tese de Doutorado em Direito Internacional e Integração Econômica na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Aliás, disse eu: tese de Doutorado!.Esse nome não se aplica aos trabalhos de graduação, de especialização e de mestrado. E nenhuma peça judicial pode ser chamada de tese, com decência e honestidade.

Escrevi mais de 300 artigos, pareceres (não simples cotas), ensaios e livros. Uma verificação no site eletrônico do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq) pode compravar o que digo. Tudo devidamente publicado no Brasil, na Dinamarca, na Alemanha, na Itália, na França, Suécia, México. Não chamo nenhum destes trabalhos de tese, a não ser minha sofrida tese de Doutorado.

Após anos como advogado, eleito para o Instituto dos Advogados Brasileiros (poucos são), tendo ocupado comissões como a de Reforma do Poder Judiciário e de Direito Comunitário e após presidir a Associação Americana de Juristas, resolvi ingressar no Ministério Público da União para atuar especialmente junto à proteção dos Direitos Fundamentais dos Trabalhadores públicos e privados e na defesa dos interesses de toda a Sociedade. E assim o fiz: passei em quarto lugar nacional, terceiro lugar para a região Sul/Sudeste e em primeiro lugar no Estado de São Paulo. Após rápida passagem por Campinas, insisti com o Procurador-Geral em Brasília e fiz questão de vir para Mogi das Cruzes.

Em nossa Procuradoria, Doutor é só quem tem título acadêmico. Lá está estampado na parede para todos verem.

E não teve ninguém que reclamasse; porque, aliás, como disse linhas acima, foi a própria Ordem dos Advogados do Brasil quem assim determinou, conforme as decisões seguintes do Tribunal de Ética e Disciplina: Processos: E-3.652/2008; E-3.221/2005; E-2.573/02; E-2067/99; E-1.815/98.

Em resumo, dizem as decisões acima: não pode e não deve exigir o tratamento de Doutor ou apresentar-se como tal aquele que não possua titulação acadêmica para tanto.

Como eu costumo matar a cobra e matar bem matada, segue endereço oficial na Internet para consulta sobre a Lei Imperial: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/revista/Rev_63/Lei_1827.htm

Os profissionais, sejam quais forem, têm de ser respeitados pelo que fazem de bom e não arrogar para si tratamento ao qual não façam jus. Isso vale para todos. Mas para os profissionais do Direito é mais séria a recomendação.

Afinal, cumprir a lei e concretizar o Direito é nossa função. Respeitemos a lei e o Direito, portanto; estudemos e, aí assim, exijamos o tratamento que conquistarmos. Mas só então."

Fonte: Site Consultor Jurídico - Conjur

Juraci Rebouças: Entrevista as autoridades judiciais de Maragojipe-Ba


Dra. Ângela Meneses, Dra. Neide Reimão e Dra. Bianca Gomes


Juraci Rebouças: Dra. Bianca qual foi o motivo dessa reunião? A delegacia está interditada? Dra. Bianca Gomes: Não, a delegacia não está interditada pelo menos oficialmente, essa visita é feita mensalmente, por resolução do CNJ, aonde é verificada a situação da delegacia, condições, a custódia dos presos. Hoje a delegacia de Maragogipe, não encontra condições de segurança e salubridade na custódia de presos. Então os presos hoje que são da Comarca de Maragogipe, estão custodiados ou em Santo Amaro e se já houver sentença, em Salvador onde é o presídio determinado pelo tribunal.

Juraci Rebouças: Dra. Neide Reimão, a senhora analisou a área externa da Delegacia. Qual a sua avaliação?


Dra. Neide Reimão: A minha avaliação é a seguinte. A delegacia não reuni as mínimas condições de ter sob custódia, tanto mulheres, quanto menores. Então fiz uma verificação, para ver a possibilidade de uma construção de um anexo, caso realmente, a Secretária de Segurança Pública, resolva fazer as solicitações que o Ministério Público solicita através de uma ação civil pública e justamente construir um anexo para abrigar mulheres e custodiar, no caso, menores apreendidos.

Juraci Rebouças: Vamos conversar agora com a Dra. Ângela Meneses que acabou de receber as autoridades, uma predominância das mulheres na segurança da cidade de Maragogipe e a visita mensal, conforme Dr. Bianca Gomes comentou, qual a situação da Depol de Maragogipe?

Dra. Ângela Meneses: É um prazer receber as autoridades e cabe lembrar que não é pelo sexo que medimos a capacidade do ser humano. A situação da delegacia permanece na mesma, já falamos isso nos mais diversos meios de comunicação, já pedimos ao poder público que faça uma reforma nessa delegacia, mesmo porque, é impossível manter seres humanos, mesmos custodiados da justiça aqui na situação que se encontra. Por outro lado também, a situação de quem trabalha aqui. Nós somos seres humanos, nós precisamos de um local bom para trabalhar para que também possa dar um retorno melhor, para que nós possamos cumprir com as obrigações internas da delegacia, e perante o judiciário e o Ministério Público que nós não estamos conseguindo, pois nós não temos escrivão, sou eu que faço o trabalho sozinha. Nós precisamos de agentes policiais para que se faça custódia, e seja satisfatório para a comunidade. É o que vem passando a situação de Maragogipe, como outras também vem passando.

Juraci Rebouças: Dra. Ângela Meneses, a senhora me permita, eu tenho conhecimento que os agentes não tem água para beber, que trazem da sua casa; não tem gás para cozinhar, somente a botija.
Dra. Ângela Meneses: Em relação a essas coisas que são tão ínfimas, tão pequenas em relação as coisas que estamos aqui lutando com a Dra. Neide Reimão e a Dra. Bianca Gomes. São coisas tão pequenas que nós tiramos do próprio bolso, até material interno da delegacia, papel para trabalhar. Sendo assim, nós conseguimos o botijão de gás, mas às vezes não tem; com relação a água é preferível trazer, pois não vamos beber água de um tanque desse fétido, nós temos obrigação de zelar pela nossa saúde.


Juraci Rebouças: Interessante que hoje (19) tanto o poder judiciário, quanto a Depol estão em greve e as senhoras estão trabalhando. O que a senhora tem a dizer disso Dra. Bianca?

Dra. Bianca Gomes: A greve é dos serventuários, o juiz vem operando normalmente, inclusive aqui na Comarca de Maragogipe, os serventuários aderiram a greve, mas estão mantendo os 30% necessários das atividades essenciais do judiciário. Ocorreu audiência, hoje pela manhã, de réu preso. Eu mesmo digito as audiências, faço o pregão e o judiciário está atuando e trabalhando independente de qualquer greve. Amanhã (20) teremos entre quinze e vinte audiências aqui no Fórum, não foi paralisado, o serviço continua, embora precariamente com a ajuda do judiciário, e da boa vontade de algumas pessoas nós estamos conseguindo manter o serviço independente da greve.

Juraci Rebouças: Sempre falo no programa Notícias em Destaque, da incansável promotora Neide Reimão, mas hoje me permita Dra. Neide, gostaria de falar das incansáveis doutoras da lei de Maragogipe! A senhora Dra. Bianca Gomes se considera uma incansável?

Dra. Bianca Gomes: Eu gosto muito do que faço e trabalho com prazer, eu não trabalho por renumeração, por nada disso. Então o meu prazer, para mim o que o trabalho pode proporcionar é ver um trabalho bem feito e com êxito.

Juraci Rebouças: Dra. Neide Reimão a senhora se considera uma incansável? Dra. Neide Reimão: Também, porque como Dra. Bianca falou, o nosso trabalho ele é impulsionado pelo desejo de servir a comunidade, não pela renumeração, mas pelo prazer de ver a coletividade e a comunidade satisfeita com um trabalho prestado com excelência e também, tanto a delegacia Civil e Militar, o poder executivo e judiciário, trabalhando em parceria. Como o senhor ver a minha luta no fórum, eu saio tarde, estabelecendo contato com a polícia civil e militar, porque o trabalho do Ministério Público, ele cresce e produtivo na medida que tanto as polícias, executivo e judiciário participam e ampliam as parcerias. Porque não adianta Ministério Público fazer um trabalho isolado. Ação civil pública, mas se o juiz não despacha, se o juiz não impulsiona o processo; se encaminho um ofício a prefeitura, ali não tem um retorno, é travado; por sua vez delegacia não toma as iniciativas. O trabalho do Ministério Público fica a desejar.

Juraci Rebouças: Dra. Ângela Meneses a senhora se considera uma incansável?
Dra Ângela Meneses: Existe um jargão policial, que diz assim: “A polícia é uma cachaça” e está sendo uma cachaça para mim a 27 anos, que eu gosto muito, amo muito meu trabalho. Um trabalho investigativo, eu acho que eu não faria uma outra tarefa que não fosse o serviço de investigação. Eu gosto muito do que eu faço. Embora eu possa dizer a mesma que a Dra. Neide e Dra. Bianca em relação a renumeração. A situação dos delegados de polícia é muito caótica, inclusive, pleiteamos a PEC 549 que não sai e mesmo assim, mesmo sem uma renumeração justa. Se eu tivesse que nascer outra vez, eu faria concurso para a polícia.


Juraci Rebouças: Dra. Ângela Meneses suas considerações finais e a senhora deseja falar sobre alguma coisa que não perguntei?

Dra. Ângela Meneses: Quero agradecer o apoio do poder judiciário e demais segmentos da sociedade. Agradeço em nome da comunidade, pois não estamos fazendo pela polícia civil, mas sim pela comunidade. Para que possamos estar desempenhando o papel de delegada que não é somente investigar crimes, mas também tem sua parte social. Então estou agradecendo bastante, e muito obrigado pelo título de cidadania maragogipana que me deram também.


Juraci Rebouças: Dra. Neide Reimão as suas considerações finais e a senhora deseja falar sobre alguma coisa que não perguntei?

Dra. Neide Reimão: Desejo agradecer pela sua boa vontade e seu interesse procurando saber o que é que o ministério público está fazendo, está propondo e durante esse tempo que estou na comarca o senhor, como repórter e como cidadão preocupado com os problemas da cidade e sempre auxiliando, quando o senhor se preocupou em ir a Capanema, coletar água e me entregar para análise, então aquela parceria boa e a preocupação de ter a nossa cidade o melhor serviço.

Juraci Rebouças: Por fim a Dra. Bianca Gomes, juíza substituta da cidade de Maragogipe, suas considerações finais e a senhora deseja falar sobre alguma coisa que não perguntei?
Dra. Bianca Gomes: Da mesma forma das colegas, agradeço a oportunidade e agradeço pelo trabalho de vocês, gosto muito do trabalho, tenho admiração e o apoio a todos os órgãos adjuntos.

Entrevista retirada do Blog do Zevaldo