24 agosto 2010

Até Outubro...

Amigos leitores do Primogênio,

até o término das eleições 2010 o Blog Primogênio entrará de férias.

Quem quiser esquecer um pouco a politica e a politicagem do nosso municipio nesse periodo pode me encontrar no meu outro projeto na web, o Blog Pragmáticos & Objetivos, uma página com reflexões diretas, textos e frases para aliviar as tensões do dia-a-dia...

Forte abraço e...

Até outubro!

10 agosto 2010

PERIGO: Nova superbactéria preocupa os cientistas


Turistas que viajaram ao sul da Ásia com o objetivo de fazer cirurgias estéticas levaram para a Grã-Bretanha um novo tipo de bactéria mutante, resistente a antibióticos. O alerta foi feito por cientistas que assinam um artigo publicado na revista Lancet nesta quarta-feira.

Muitas infecções hospitalares que já combatidas com dificuldade tornaram-se ainda mais resistentes aos medicamentos em consequência de uma enzima descoberta recentemente e que deixa a bactéria muito resistente. A enzima, conhecida como NDM-1, foi identificada pela primeira vez ano passado por Timothy Walsh, da Universidade de Cardiff, em dois tipos de bactéria - Klebsiella pneumoniae e Escherichia coli (E.coli) - em um paciente sueco internado em um hospital da Índia.

As bactérias NDM-1 são resistentes até ao carbapenem, um grupo de antibióticos utilizado como última tentativa em tratamentos de emergência contra bactérias resistentes a muitos remédios. Os cientistas afirmaram que as bactérias foram levadas à Grã-Bretanha por pacientes que viajaram à Índia e ao Paquistão.

"Se essas infecções continuassem sem o tratamento apropriado, com certeza poderíamos esperar algum tipo de mortalidade", declarou Walsh, professor de microbiologia, à rádio BBC. "Vai ser muito difícil tratar as infecções nos pacientes com esse tipo de bactéria", acrescentou. No estudo, coordenado por Walsh e pela Universidade Karthikeyan Kumarasamy de Madras, os cientistas tentaram determinar a presença da NDM-1 no sul da Ásia e no Reino Unido.

Examinando pacientes com sintomas suspeitos em hospitais, eles detectaram 44 casos - 1,5% dos pesquisados - em Chennai, e 26 (8% dos pesquisados) em Haryana, cidades da Índia. Também encontraram a superbactéria em Bangladesh e no Paquistão, assim como 37 casos na Grã-Bretanha, alguns em pacientes que haviam retornado recentemente de cirurgias estéticas na Índia e Paquistão. "Como a Índia também é responsável por cirurgias estéticas de outros cidadãos europeus e americanos, e é provável que a NDM-1 se espalhe pelo mundo", alerta o estudo.

CRACK: Morte de 30% dos usuários em 5 anos


Pelo menos 180 mil usuários de crack poderão morrer no Brasil nos próximos anos se não houve um trabalho sério para a criação de estrutura de atendimento a eles.

Atualmente, segundo dados do Ministério da Saúde, são aproximadamente 600 mil usuários.
A situação é grave e levou o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) João Carlos Dias, a defender durante um programa de rádio na manhã de ontem, a adoção de uma política de prevenção a longo prazo. Segundo ele, “o crack é crônica da morte anunciada”.

Conforme constatação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que há 15 anos acompanha 131 usuários identificados desde o início dos anos 90, cerca de 30% desse universo são mortos nos primeiros cinco anos de uso.

“Essa é uma droga cuja dependência é muito grave e dificilmente o usuário consegue interromper o uso sem uma rede de tratamento muito bem organizada”, destacou. Ainda não existe no país uma estrutura de médicos, psiquiatras, assistentes sociais e bons hospitais para que o atendimento seja completo e tenha resultado, segundo o psiquiatra.

Os parentes também se transformam em vítimas, a partir do momento em que têm de encontrar algum tipo de tratamento para os usuários. “Se esse estudo puder servir para avaliar o que ocorre no Brasil, como um todo, teremos a morte de pelo menos 180 mil usuários de crack nos próximos anos”, acrescentou.

Para o psiquiatra, o lançamento do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) terá mais R$ 100 milhões para ampliação de Centros de Referência de Assistência Social (Cras), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas) e do atendimento a jovens em medidas sócio educativas vem em bom momento. No total, serão disponibilizados R$ 410 milhões para ações de assistência social, saúde e repressão ao tráfico.

09 agosto 2010

CENSURA: Ela já está no meio de nós...

Eleição é coisa séria. Mas nem por isso obrigatoriamente sisuda, sem graça. Na verdade, é comum ser definida como uma festa da democracia – e onde já se viu festa com todo mundo de cara amarrada? A lei eleitoral em vigor proíbe rádio e TV de usarem trucagem, montagem ou qualquer outro recurso de áudio ou vídeo "que, de qualquer forma degradem ou ridicularizem candidato, partido ou coligação".

Como forma de disciplinar as campanhas eleitorais, até que se entende. O problema é que a lei não é usada apenas para disciplinar o que partidos e candidatos dizem de outros candidatos e partidos.

Ela também está valendo para calar a boca de humoristas profissionais, principalmente na televisão.

Não parece ser, como se poderia pensar, um possível excesso de prudência das emissoras.

O problema está no próprio texto da lei. Ele proíbe que rádio e TV usem "trucagem, montagem ou qualquer outro recurso de áudio ou vídeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato, partido ou coligação". É uma rede grande demais.

Impede o recurso à paródia e à caricatura – dois instrumentos seculares na história do humor. E da política.

Pés de barro

Entende-se que a lei discipline com boa dose de severidade o que candidatos e partidos dizem uns dos outros. Coisas graves, como calúnia, difamação e injúria devem, claro, ser punidas. Mas nada justifica a intromissão na liberdade de expressão de humoristas e outros cidadãos que ganham a vida fazendo a gente rir.

Em outros países com democracias tão bem intencionadas como a nossa, a sátira política não entra em recesso durante campanhas eleitorais. Com bons motivos: são momentos especialmente ricos em episódios e comportamentos merecedores de sadia gozação.

Nos Estados Unidos, todo fim de ano, o próprio presidente da República costuma ser mestre de cerimônias num jantar com jornalistas exclusivamente dedicado a fazer graça às custas de sua própria administração. Não vamos pedir nada parecido nestas bandas.

Nosso mundinho político pode ser satisfatoriamente democrático – mas senso de humor certamente ainda não é o seu forte.

Nada contra leis que punam com severidade calúnia etc. Mas é erro grave criar restrições, durante campanhas eleitorais ou em qualquer outro momento, ao trabalho do pessoal que se dedica alegremente a não nos deixar esquecer que nossos candidatos a líderes e governantes também têm pés de barro. Ou, com as limitações impostas pelo bom gosto, qualquer outra parte do corpo.

Ex-ministro do TSE vê lei como garantia de lisura

Para o advogado Fernando Neves, ex-ministro do TSE especializado em direito eleitoral, as críticas dos humoristas são injustificadas. Ele considera necessárias as restrições impostas pela lei eleitoral.

– Acho justo que se protejam os candidatos para garantir a lisura das eleições. Uma emissora não pode fazer brincadeiras que deixem mal um candidato. É simples assim. A lei não permite, e acho que ela tem sua razão de ser – diz Neves.

A influência das restrições também pôde ser constatada no CQC, exibido pela Band na última segunda-feira [19/7]. A edição do programa sempre se caracterizou por enfeitar os entrevistados com lacinhos e dezenas de outros efeitos especiais inseridos por computador. Tal recurso acabou descartado nas reportagens sobre eleição.

– Este é um equívoco da lei eleitoral: penaliza até cartunistas, que contribuem para despertar o interesse do público – lamenta Marcelo Tas, apresentador do CQC. – Você conhece algum país sério no mundo onde candidatos podem responder a uma piada com um processo na Justiça?

Na avaliação da presidente da Comissão Eleitoral da OABRJ, Vânia Aieta, os humoristas acabaram afetados por um artigo da lei eleitoral criado para impedir excessos na propaganda política obrigatória.

– Os humoristas têm razão ao reclamar. Essa lei é direcionada aos adversários que concorrem numa eleição. É dirigida aos malefícios causados por marqueteiros que apostam em trucagens eleitoreiras nas propagandas na TV – diz Vânia.

Ela defende a liberdade dos humoristas durante as eleições, mas com moderação:

– Talvez, na próxima eleição, poderia haver algum artigo com uma ressalva que assegurasse o trabalho dos profissionais do humor. Mas, de qualquer maneira, isso não poderia garantir uma blindagem absoluta.

O diretor do CQC, Marcelo Zaccariotto, afirma que o tom está mais suave. Orientado pelo departamento jurídico da Band, o comando do programa tem evitado situações que possam resultar em processos.

– Procuramos produzir nosso material sem correr o risco de entrar no problema da multa. E, por isso, não fazemos algumas coisas que gostaríamos – revela Zaccariotto.

O código de conduta determina uma abordagem menos agressiva da equipe de reportagem do CQC.

– Estamos filtrando um pouco mais. Pensando numa forma de passar o recado que não seja tão pesada – acrescenta Zaccarioto, que vem submetendo as reportagens à avaliação da equipe de política da Band.

Por enquanto, Pânico prefere ficar fora de eleição

No caso da Rede TV, os quadros do programa "Pânico" relacionados à política estão fora do roteiro. Entre eles, as participações de Sabrina Sato, que tentou convencer os presidenciáveis a dançar o "Rebolation".

– É questão de tempo. Assim que as coisas esquentarem, o "Pânico" não ficará de fora. Mas seguiremos as orientações da lei – ressalta Alan Rapp, diretor do Pânico na TV.

Ironicamente, na campanha eleitoral, os humoristas também estão sendo obrigados a "rebolar" para acompanhar de perto a disputa entre os candidatos.

"Estão levando muito a sério o humor"

O humorista do Casseta & Planeta critica as limitações da Lei Eleitoral, que obriga o programa da Rede Globo a tratar o noticiário político de forma distante, "pelas beiradas". E lamenta não poder brincar com assuntos relevantes da forma como gostaria.

Como vocês estão lidando com as restrições contidas na Lei Eleitoral?

HELIO: Estamos diante de um momento fundamental para a vida do país e a cobertura de humor sofre restrições justamente agora. É um problema muito sério para a gente. Somos obrigados a ter tanto cuidado com essas regras que não podemos tirar proveito do assunto. Não podemos brincar com uma notícia na proporção que ela tem para a população.

Qual é a saída para continuar falando de eleição?

HELIO: Procuramos inventar personagens fictícios. Lançamos, por exemplo, o polvo da Copa como candidato à Presidência. Já criamos a Dilmandona, o José Careca e a Magrina Silva, mas tivemos que encostá-los no momento em que os candidatos estão mais em evidência. Isso é uma tentativa de tomar conta da cabeça do eleitor.

O Casseta & Planeta sempre procurou abordar os assuntos do noticiário da semana. Ficou mais difícil?

HELIO: Sem dúvida. Um programa de humor, além de brincar com o fato, realça o fato. Leva as pessoas a questionarem: "por que será que os caras estão falando isso?" E esse papel, não podemos fazer.

Algum partido chegou a reclamar das imitações dos presidenciáveis apresentadas durante a pré-campanha?

HELIO: Não, porque sempre tomamos cuidado. Quando citamos um candidato, os outros dois apareciam também. Nunca houve intenção de prejudicar um ou outro candidato. Por ser uma emissora com visibilidade, os partidos tendem a achar que a Globo pode influir no resultado. E aí acabam levando muito a sério o que é só um programa de humor.

Na Copa, o acesso de humoristas aos jogadores da Seleção foi negado. Agora, vocês têm a lei eleitoral pela frente...

HELIO: Pois é... Dunga não nos dava bom dia. Agora, nem os candidatos podem nos dar bom dia. Mas vamos driblando e fazendo nossas piadas.

Ansiedade na juventude pode predizer doença cardíaca na meia-idade


Ansiedade e estresse nos anos de juventude indicam maior risco de doenças do coração na meia-idade, segundo dois estudos publicados no jornal da academia americana de cardiologia.

Os médicos já sabem que a ansiedade pode precipitar um infarto, mas avaliar distúrbios de ansiedade em jovens para prever doenças cardíacas futuras é um conceito novo. O distúrbio também é pouco estudado como fator independente de risco cardiovascular.

Os distúrbios de ansiedade incluem fobias, síndrome do pânico e estresse crônico.

Um dos estudos publicados acompanhou 49.321 suecos de 18 a 20 anos entre 1969 e 2006. Eles passaram por avaliação física e psiquiátrica no início do estudo, quando se alistaram para o serviço militar.

Dados de saúde dos participantes foram acompanhados por 37 anos. Mesmo após serem feitos ajustes para fatores de risco como obesidade, hipertensão e histórico familiar, a relação entre distúrbios de ansiedade e doença do coração foi mantida.

O outro trabalho avaliou 20 pesquisas sobre eventos cardíacos. Foram analisados dados de aproximadamente 250 mil pessoas. No início das pesquisa, nenhum participante tinha problema cardíaco. Foram escolhidas pesquisas em que o diagnóstico de ansiedade fazia parte da avaliação inicial.

A conclusão foi a similar a do estudo sueco: a ansiedade é um sinalizador precoce de doenças do coração e morte, independentemente dos outros fatores de risco.

Podem vomitar!!

O flagrante abaixo, apesar de curto, é bastante esclarecedor sobre a relação torta entre a população carente e os políticos brasileiros. O vídeo, filmado através de uma câmera digital simples, é obra do menino Leandro, que na época tinha 17 anos.

Segundo o advogado Ricardo Gama, que publicou o vídeo na internet, Leandro faz “marcação cerrada” no governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, desde que este teria, segundo o jovem, lhe prometido um notebook que nunca foi entregue.

Todas as vezes que encontra Cabral, Leandro registra o evento. Dessa vez, não foi diferente: o jovem filmou a visita do governador a um complexo esportivo de sua comunidade na companhia do presidente Lula e, segundo Gama, da candidata Dilma Rousseff, que não aparece no vídeo.

O início já é chocante. O menino diz que seu esporte preferido é tênis e pergunta por que não há jogos da modalidade no local. Lula responde que “Tênis é esporte da burguesia, p*%rra!” e, em seguida, sugere que Leandro pratique natação. O jovem então responde: “A gente não pode entrar na piscina!”.

Antes que Lula esboçasse qualquer reação, Cabral pergunta ao menino – em tom quase debochado, diga-se de passagem – por que a população não poderia entrar na piscina. Leandro, que não é governador, não tinha a resposta.

Nesse momento, há um corte no vídeo e Lula aparece falando com pessoas que, aparentemente, são responsáveis pelo complexo. O presidente, visivelmente preocupado com a imagem, avisa:“O dia que a imprensa vier aí e pegar um final de semana com essa p*%rra fechada, o prejuízo político será infinitamente maior que colocar dois ‘guarda’ aí. Coloca dois ‘guarda’ aí. Coloca ‘o Bombeiro’ para tomar conta e abre isso.”. Cabral concorda.

Depois, abraçado com o presidente, Leandro reclama que todo dia acorda com o barulho do Caveirão, nome popular do carro blindado usado pelo BOPE em incursões nas favelas. Cabral, ao lado, pergunta: “Caveirão ou traficante na porta, ‘malandragem’?”. Leandro reafirma o que disse, alega ter vídeos para comprovar e ainda ouve risadas quando fala que na rua onde mora não há tráfico de drogas.
No fim, Cabral chama o menino de “otário” e sugere: “Coloca essa inteligência toda para estudar, sacana.”.

Foi o desfecho ideal para o jovem, além de dizer que vai sempre á escola, corrigir o governador e mostrar que tem nome: “Leandro.”.



As drogas digitais estão assustando as autoridades


O assunto é uma polêmica que existe há algum tempo, mas continua crescendo e gerando discussões. Trata-se do “i-dose”, também conhecido como “droga digital”, que estaria viciando os jovens via internet. Os i-doses são arquivos de MP3 feitos especialmente para induzir estados alterados em quem ouvir, dando supostamente sensações parecidas com as do consumo de maconha e ópio.

A Secretaria de Narcóticos de Oaklahoma, nos Estados Unidos, declarou, no mês passado, estar preocupada que o consumo dessas músicas leve os jovens a outros tipos de psicotrópicos. Vai ser uma disputa interessante: desde a pré-história, a humanidade usa músicas para entrar em transe. E, assim como as tentativas de controle na troca de arquivos de música e vídeo, barrar o consumo desses MP3 será quase impossível.

Se você estiver curioso, uma busca no Youtube por “idose tracks” vai trazer um cardápio completo delas. Espero que isso não faça de mim um traficante.

08 agosto 2010

Com quantos votos se elege um deputado?


No Brasil, um candidato a deputado com pouco mais de 100 votos pode conseguir uma vaga na Câmara, enquanto outro com quase 100.000 corre o risco de não se eleger


“Os eleitores têm que ter em mente que o seu voto vai antes de tudo para o partido, e não para o candidato”



Nas eleições para a Presidência, os governos estaduais, as prefeituras e o Senado, um voto corresponde a um voto. Nas eleições para a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa, não é bem assim. O sistema proporcional adotado no Brasil faz com que um deputado federal por São Paulo, por exemplo, represente 432.000 habitantes, enquanto um colega eleito por Roraima representa 33.000 pessoas.

As distorções nas eleições proporcionais têm origem no chamado quociente (ou coeficiente) eleitoral e são agravadas pela existência de limites para as representações estaduais, que pode ser de no mínimo oito e de no máximo 70. O número foi imposto pela ditadura militar para inibir o crescimento da oposição, que tinha seus redutos nos estados mais populosos, como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Com o aumento da densidade demográfica esses estados são cada vez mais prejudicados.

O quociente eleitoral indica quais partidos terão direito a ocupar vagas no legislativo. É obtido a partir da divisão do total de votos válidos – excluindo nulos e em branco –, pelo número de cadeiras a serem preenchidas. São Paulo, por exemplo, tem direito à 70 vagas na Câmara. Caso todos os 30 milhões de eleitores do estado compareçam às urnas em 2010 (e não haja nenhum voto nulo ou em branco), o quociente será de 430 mil. Ou seja, a cada 430 mil votos o partido elege um deputado. Caso não atinja essa marca, não terá representantes.

Para saber quantas vagas caberão a cada legenda que atingiu o coeficiente eleitoral, calcula-se o quociente partidário. Para isso, divide-se o número de votos que o partido recebeu (soma dos votos de todos os seus candidatos, mais aqueles dados à legenda) pelo quociente eleitoral do estado. A partir do exemplo descrito acima, se um partido qualquer de São Paulo alcançar 900 mil votos, ele terá direito a duas vagas na Câmara. É por isso que, no Brasil, um candidato que recebe mais de 100.000 votos pode não se eleger, enquanto outro com menos de 100 consegue uma vaga.


Isso significa que a votação de cada candidato só é relevante na hora de determinar quais deles terão prioridade para ocupar as vagas conquistadas pela legenda. Mesmo assim, os eleitores brasileiros continuam votando e nomes. No segundo turno das eleições de 2006, por exemplo, o PSB teve 5.593.627 votos nominais e apenas 219.867 votos na legenda. No mesmo pleito, os candidatos tucanos receberam mais de 11 milhões de votos, enquanto menos de 2 milhões votaram na sigla. “Os eleitores têm que ter em mente que o seu voto vai antes de tudo para o partido, e não para o candidato”, ressalta Rogério Schimitt, Cientista político do Centro de Liderança Pública (CLP).

Isso não ocorre nas demais eleições do país, em que é utilizado o sistema majoritário relativo e absoluto. No primeiro, adotado para a seleção de senadores e prefeitos em cidades com menos de 200 mil eleitores, vence o candidato que tiver a maior votação. Já na escolha de presidente, governador e prefeito de municípios com mais de 200 mil eleitores, o candidato conquista a vaga quando recebe 50% dos votos válidos mais um. Isto é, mais do que a soma dos votos de todos os outros candidatos. Se isso não acontecer, os dois mais bem votados disputam o segundo turno.

Blog da Filarmônica 5 de março conta a história de Muritiba


O Blog de uma das instituições mais respeitadas da cidade prestou uma belissima homenagem a Muritiba nos seus 91 anos de emancipação politica.

Escrito pelo Professor Paulo José, o Blog da Associação Educacional e Musical 5 de Março contou a história de Muritiba.

Clique aqui para conferir

06 agosto 2010

Novas cédulas do real começam a circular em novembro


As novas cédulas do real começaram a ser feitas nesta sexta-feira na Casa da Moeda, no Rio de Janeiro. As notas de R$ 50 e R$ 100 começarão a circular em novembro. As demais, a partir de 2012.

Segundo o diretor administrativo do Banco Central, Anthero Meirelles, as cédulas antigas deixarão de circular dentro de dois a três anos. "O BC vai começar a receber essas novas cédulas e teremos que montar um estoque para fazer a distribuição em todo o país", disse.

Além desse prazo para formar estoques, completou Meirelles, o intervalo até novembro servirá para os bancos adaptarem as máquinas às novas cédulas. O diretor do BC disse ainda que a autoridade monetária fará uma campanha educativa para mostrar à população as características da nova cédula.

As novas notas têm impressão superior e elementos de segurança --como a marca d'água-- foram redesenhados de forma a facilitar a identificação pela população e dificultar a falsificação.

Nas notas de R$ 50 e R$ 100 foi incluída uma faixa holográfica com desenhos personalizados por valor, o que, de acordo com o BC, é um dos mais sofisticados elementos anti-falsificação existentes.

O projeto das novas cédulas vem sendo desenvolvido desde 2003 pelo Banco Central e pela Casa da Moeda do Brasil. As notas atenderão ainda a uma demanda dos deficientes visuais, já que poderão ser identificadas por seus tamanhos diferentes e terão marcas táteis em relevo aprimoradas em relação às já existentes.

A Casa da Moeda modernizou seu parque fabril para poder produzir as novas moedas. Com isso, de acordo com o Banco Central, o órgão tem tecnologia para imprimir hoje qualquer moeda existente no mundo, incluindo o dólar e o euro.

CORES

As novas notas mantiveram as mesmas cores das antigas e os mesmos animais. Os tamanhos serão diferentes, a de R$ 2 é a menor, a de R$ 5 um pouco maior, e assim sucessivamente, a exemplo do euro.

A frente da cédula está visualmente mais limpa, mantida a efígie da República. A cédula ganhou, do lado direito, uma faixa com o valor da nota escrito e, do lado esquerdo, um grafismo com figuras do habitat de cada animal --a nota de R$ 100, por exemplo, que tem uma garoupa no verso, ganhou na frente figuras que remetem ao mar.

No verso, as figuras de animais foram modificadas e estão agora na horizontal. A nota de R$ 50, por exemplo, traz a mesma figura da onça pintada, agora deitada sobre uma pedra.

Secretaria de Educação de Muritiba lança Blog para divulgar ações



A Secretaria de Educação de Muritiba lançou o Blog da Educação, página que irá divulgar todas as ações realizadas pela setor.


Debate na Band - Os petistas foram para casa com uma certeza: Dilma não está pronta para duelo


Nenhum dos candidatos teve um desempenho brilhante no debate de ontem da Band, mas, a esta altura, não deve haver um só petista honesto consigo mesmo — isso, ao menos, creio ser possível — que não tenha claro que a atuação de Dilma Rousseff foi bisonha, quase cômica às vezes, como numa espécie de apagão inicial, em que ela parecia estar à cata de anotações para dizer “boa-noite!”. Caso se transcrevessem as respostas — demoraria muito tempo, ou eu o faria —, o que foi apenas atrapalhado se revelaria um desastre. Tanto é que se pôde ouvir Marta Suplicy, candidata do PT ao Senado, presente à platéia, sintetizar assim o desempenho de sua companheira de partido: “Tanta preparação para chegar nisso!?” Pois é…

Os petistas contavam com o evento de ontem para sustentar a partir desta sexta: “Viram como ela se dá bem nos debates? Só faltava isso!” E eles não podem fazê-lo, o que transfere a tensão para o próximo. O debate tem um simbolismo: serve para provar que ela consegue se virar sozinha. Não é bem verdade, já que um batalhão de assessores cuida da preparação, atua no intervalo, dá dicas… Dilma ainda é uma aluna medíocre nessa área.

Lula tem uma gramática troncha — melhorou bastante —, mas seu raciocínio, mesmo para dizer as maiores batatadas, é claro. O “companheiro” sempre ordenou de maneira eficiente sujeito, verbo, objeto e advérbio, mesmo quando tinha aquela pinta enfezada. Aprendeu a falar em público nas assembléias sindicais. A gramática da candidata petista é pior do que a de seu chefe hoje. Sua concordância nominal é assustadora. Mas isso é o de menos: seu raciocínio é que é confuso. Sua fala é cheia de anacolutos, aqueles termos que vão ficando perdidos na frase, sem função sintática. A fala vira uma maçaroca de onde brotam números aos montes — para provar que o governo Lula é superior ao de seu antecessor, FHC. Esse é seu único recurso retórico; essa é sua única base de apoio. Mesmo assim, é inábil ao desfiar a numerália porque o faz sem critério, misturando tudo.

Quando se perdia, o que acontecia quase sempre, apelava ao estoque de dados. Fica-se com a impressão de que ela não consegue responder uma só questão sobre o futuro. Existe para fazer a linha de defesa do governo Lula, que lhe passou todo o prestígio que ela tem. De certo modo, o anseio do chefe se cumpre. Caso ela se eleja, será ele o eleito, mas ela vai governar…

E Serra?
Teve bons momentos no programa, embora eu já o tenha visto em melhores performances. Não parecia propriamente nervoso, mas estava tenso, especialmente no primeiro bloco. Impôs algumas derrotas importantes a Dilma no confronto direto, notadamente quando tratou das privatizações (ver um dos posts do fim da noite) e da política econômica do governo FHC. O seu maior gol no debate foi lembrar que o principal assessor econômico de Dilma, Antônio Palocci, ali presente, vivia elogiando a política econômica tucana quando ministro, o que é verdade. E também não é menos verdade que era muito elogiado por tucanos — não por Serra, diga-se.

Quando Dilma chamou Serra para o confronto direto de números, foi ele quem a acabou empurrando para a defensiva ao lembrar a situação de penúria dos aeroportos, dos portos e das estradas. Ela não conseguiu sair da sinuca. Também se enrolou com a questão dos deficientes. Claramente, não tinha nada a respeito em suas anotações.

Serra perdeu, no entanto, a chance de fazer algumas correções importantes. Se Dilma faturou alguma coisa, foi com o programa Luz Para Todos. Contou mais ou menos com a concordância de Serra de que houve mesmo avanço considerável no governo Lula. É verdade. Mas é mentira que isso o diferencie do antecessor. Os números são do IBGE, não meus. Em 1996, a energia elétrica chegava a 79,9% dos lares brasileiros; em 2002, a 90,8%; em 2008, a 96,2%. Como se nota, no confronto dos números, não há por que Dilma bater no peito.

A petista também jogou no ar um dado clamorosamente falso: afirmou ter havido um aumento real de 74% do salário mínimo no governo Lula, sugerindo que isso era outra marca que o diferenciava da gestão tucana. Mentira! O aumento real foi de 49,5%, contra 47,5% de FHC. Nem o tucano nem os demais candidatos corrigiram a informação.

Faltou política
O que faltou no debate, aí sim, foi política. Todos evitaram os temas espinhosos. O único que tentou forçar a mão para um embate mais ideológico ou programático foi Plínio de Arruda Sampaio, do PSOL, mas com uma desonestidade intelectual vexaminosa. Falo depois a respeito. Na saudação final, Serra evocou a família — a filha, o pai — e chegou a ficar com a voz embargada. Pareceu autêntico, creio. Dilma, numa noite infeliz, decidiu apelar: evocou a sua condição de mulher, afirmando que, por isso, não pode errar, como Lula, o “operário”, não podia… Foi o que lhe restou. E disse que não era candidata de si mesma, mas de um projeto ou algo assim. Tive a impressão de que estava lendo um texto.

Os petistas foram para casa com uma certeza: Dilma não está preparada para o confronto direto. E essa é a maior evidência de que perdeu o embate de ontem.


03 agosto 2010

Primogênio lança campanha contra Pedofilia


O Blog Primogênio lança a Campanha "Pedofilia é Crime, e se fosse sua filha? - Denuncie" . Pedimos aos amigos blogueiros que acessam diariamente o nosso blog que divulguem o nosso material de campanha.

Do lado direito da nossa página há um cartaz que ao ser clicado, os nossos visitantes serão redirecionados ao site http://www.censura.com.br/, um site voltado a assuntos e noticias diárias, dando destaque maior a CPI da Pedofilia, que investiga casos de abuso sexuais cometidos por Padres e Politicos.

Entre nessa campanha. Disk 100 e denuncie.



VMB 2010 ultrapassa expectativas de votos


Os organizadores do VMB 2010 comemoram os bons resultados do processo de votação para a premiação. Em apenas duas semanas foram contabilizados 3.9 milhões de votos, um número acima do quer foi registrado no ano passado nos 10 dias de votação (1.7 milhão). A premiação acontece dia 16 de setembro, às 22 horas, no Credicard Hall, em São Paulo, com apresentação do VJ Marcelo Adnet.

Confira os indicados às principais categorias do VMB 2010

Artista do Ano

Otto
Fresno
Restart
Nx Zero
Sandy
Pitty
Mallu Magalhães
Capital Inicial
Skank
Arnaldo Antunes

Clipe do Ano

Skank – Noites De Um Verão Qualquer
Mombojó – Pa Pa Pa
Nx Zero – Só Rezo
Mallu Magalhães – Shine Yellow
Marcelo D2 (c/ Zuzuca Poderosa e DJ Nuts) – Meu Tambor
Capital Inicial – Depois Da Meia-Noite
Vespas Mandarinas – Sem Nome
Diogo Nogueira – Tô Fazendo a Minha Parte
Restart – Recomeçar
Cine – A Usurpadora

Show do Ano

Otto
Pitty
Arnaldo Antunes
Capital Inicial
Nx Zero

Hit do Ano

Restart – Levo Comigo
Nx Zero – Só Rezo
Skank – Noites De Um Verão Qualquer
Sandy – Pés Cansados
Pitty – Fracasso

Rock

Pitty
Capital Inicial
Glória
Nx Zero
Strike

POP

Mallu Magalhães
Sandy
Fresno
Lulu Santos
Restart

MPB

Otto
Diogo Nogueira
Céu
Cidadão Instigado
Lucas Santtana

Webstar

PC Siqueira
Felipe Neto
Mystery Guitar Man
Katylene
O Criador

Webhit

Cala Boca Galvão – Save Galvão Birds Campaign
Justin Biba – Paródia Justin Bieber (Música Baby)
Puta Falta de Sacanagem
Zeca Camargo bocejando no Fantástico (06/06/2010)
Dunga em Um Dia de Fúria!

Quando - Neri Per Caso

Nos últimos dias estamos recebendo alguns e-mails falando sobre a música tema da novela da Rede Globo, Passione. A música embala as cenas de amor entre o casal italiano vivido pelos atores Bruno Gagliasso e Leandra Leal.

A música "Quando" é um clássico do grupo italiano Neri Per Caso, que você pode curtir clicando no player abaixo: