13 junho 2011

CELESTINO: ‘AINDA HÁ ATROPELOS DE LIBERDADE’

Durante a cerimônia de transmissão do cargo de presidente da Associação Bahiana de Imprensa (ABI), que ocorre na tarde desta segunda-feira (13), na sede da entidade, no Centro Histórico de Salvador, o jornalista Samuel Celestino falou sobre o legado que deixa após 25 anos de “defesa intransigente da liberdade de imprensa”. Celestino, que passa o bastão para o jornalista Antonio Walter Pinheiro, destacou como legado físico as mudanças na sede da diretoria, localizada na Praça da Sé, e a inauguração da Biblioteca Jorge Calmon, a única de comunicação da Bahia, com importante acervo de cinema e comunicação social. Ele também destacou a sua “luta diária pela manutenção da liberdade de imprensa" e o caso do assassinato de dez jornalistas na década de 1990, denunciado por uma série de reportagens do A Tarde e levada pela ABI à Associação Mundial de Jornais. “Com essa denúncia, o caso ganhou o mundo. Apesar da impunidade nos casos revelados, desde então, não houve mais assassinatos de jornalistas na Bahia”, considerou. 

Apesar de comemorar a atuação, ele ressalta que ainda há tentativas de calar a imprensa e citou o caso recente do deputado estadual Deraldo Damasceno (PSL), que xingou repórteres de dois veículos ao ser questionado sobre um suposto envolvimento com uma traficante de drogas. “Apesar das várias conquistas, ainda existem atropelos de liberdade, como no caso recente do deputado Deraldo Damasceno”, destacou. O governador Jaques Wagner (PT) e o prefeito João Henrique (PP) estão presentes à cerimônia de transmissão de cargo e inauguração da Biblioteca Jorge Calmon, que conta com a presença dos familiares do imortal da Academia de Letras da Bahia.

Bahia Notícias - (Rafael Rodrigues / João Gabriel Galdea)

11 junho 2011

A SOMBRA DA INTIMIDAÇÃO



EM BREVE VOCÊS IRÃO CONHECER OS VEREADORES QUE ENTRARAM COM UM PROCESSO CRIMINAL CONTRA AS MATÉRIAS DO BLOG PRIMOGÊNIO.

Quem são? 
Quantos projetos cada um deles tem na Câmara de Vereadores? 
Quais os reflexos positivos desses projetos para a comunidade de Muritiba? 
O que eles dizem e fazem durante as sessões ordinárias? 
O que a comunidade pensa em relação as sessões plenárias? 
 
O Blog Primogênio irá fazer um raio-x da Câmara de Vereadores de Muritiba, baseando-se na opinião de famosos jornalistas políticos do Estado da Bahia, jornalistas em formação pela Universidade Federal do Recôncavo, Sociólogos e, principalmente, a população da cidade de Muritiba.


A minha maior defesa será verdade, clara e objetiva!



09 junho 2011

O CACIQUE SEM PODER DE COMANDO


Apesar de devidamente cobrado para fazer valer o Regimento Interno da Câmara de Vereadores de Muritiba, o Presidente Marco Antônio assiste calado à cena em que o Vereador Clementino chama a Prefeitura de Muritiba de “Bordel”.

Texto: Edgar Abbehusen

Bordel: No dicionário, a palavra bordel significa casa de prostituição. No quadro ao lado, apresentamos aos leitores do Primogênio o significado da palavra “prostituição”.

O que disse o vereador Clementino Pereira Fraga Filho (Kéleu), em plenário, na última sessão da Câmara de Vereadores de Muritiba, aprofundou ainda mais os questionamentos da população da cidade em relação à condução de alguns vereadores frente ao seus trabalhos no legislativo. Kéleu, em meio a críticas e comentários sobre a administração atual da cidade, disse que a Prefeitura de Muritiba era um bordel. Dito em alto e bom som aos espectadores presentes na câmara, e aos ouvintes que acompanhavam ao vivo a transmissão pela Muritiba FM. 

Indignados, funcionários efetivos e contratados da Prefeitura Municipal de Muritiba se revoltaram, principalmente, quanto à atitude do atual presidente da Câmara, Marco Antonio que, há pouco mais de uma semana, foi cobrado pelo Vereador Luciano Cunha para fazer cumprir o Regimento Interno, mais especificamente, o Art. 25, e se calou, sem ao menos manifestar nenhuma tentativa de comando ou recriminação, deixando passar impune aquele ato de agressão direta a tantas mães e pais de famílias que dão a sua contribuição diariamente com o serviço público municipal.

Kéleu foi infeliz nas suas palavras, mesmo porque, nenhum funcionário da prefeitura tem culpa das supostas indiferenças que nutre contra o Prefeito Municipal. Entretanto, até mesmo Vereadores que têm parentes e até esposas constantes no quadro de funcionários efetivos da prefeitura, resolveram se calar. Por outro lado, quando quem opta por não manter-se inerte diante de episódios desrespeitosos assim, como Dona Railma Carvalho, Ionaldo Aragão (Zezinho de Valetim) e até mesmo o Blog Primogênio, dizendo algo que lhes desagradam, eles enviam nota de repúdio e disparam processos. 

Ora, lembremos que na mesma Sessão onde o Vereador Luciano Cunha cobrou a devida atitude do Presidente Marco Antonio, o Vereador Ulivaldo chegou a comparar também a Câmara com um bordel. Talvez daí justifique-se tamanha conivência.

Esse triste episódio se completa ao vermos a mesa diretora se calar diante de agressões tão graves à população de Muritiba (Servidores públicos, cidadãos que trabalham em prol da comunidade), ainda mais em se tratando de pessoas que sequer estão envolvidas com as questões políticas mais acirradas, melhor dizendo, na parte suja e mesquinha impregnada à política dentro do nosso município.

Apresentando-se conivente com tal situação, o Vereador Marco Antônio age com certa incoerência: Recebe elogios em favor da sua atual gestão baseados, entretanto, em severas críticas contra a gestão passada, da qual era vice-presidente, como se a ela nunca tivesse pertencido; Como se não tivesse exercido, inclusive, uma das principais funções da mesa diretora: a de Vice-presidente. Ressaltamos que ouvir críticas e agir com respeito frente a posicionamentos contrários não configura nenhuma incoerência. Contudo, manter-se inerte a criticas de cunho estritamente político e, mais ainda, recheadas de palavreado ofensivo à população e demais membros da casa, não condiz com a atuação de presidente. 

Definitivamente, não. 

Agora, a fim de não criar atritos e desgastes, prefere afrouxar a corda do comando e deixar à vontade vereadores que ditam regras, mordem e assopram quem querem e desejam. 

Vamos esperar para ver onde vai parar essa história. Já passamos pelas latrinas, pelo cesto com laranjas podres, entramos no bordel... Aguardemos, então, os próximos capítulos dessa lamentável história política da cidade de Muritiba.

08 junho 2011

NOTA PÚBLICA DA ABI


A Associação Bahiana de Imprensa, a ABI, lamenta e rechaça o procedimento aético, deseducado e ameaçador do delegado-deputado estadual Deraldo Damasceno (PSL), que passou a ameaçar jornalistas como o fez com o repórter do site Politica Hoje, Rodrigo Aguiar, e o repórter do jornal Massa, do Grupo A Tarde, João Eça, ambos agredidos verbalmente. 
O delegado demonstra que não está preparado para exercitar as atividades do poder que integra e respeitar os princípios democráticos que norteiam os poderes da República, a exemplo da Assembleia Legislativa da Bahia. Assim posto, a ABI emite esta nota de repúdio e rechaça as ameaças do delegado-deputado, exigindo uma tomada de posição do presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, o deputado Marcelo Nilo (PDT), assim como de seus pares. 
A Associação Bahiana de Imprensa observa, ainda, nos dois atos do parlamentar o retrocesso que atinge a imagem da Assembleia e o denuncia por não compreender a exata dimensão da imprensa livre.

Samuel Celestino
Presidente

Procurar é preciso


Dora Kramer - O Estado de S.Paulo

Antonio Palocci pediu demissão depois que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, decidiu não abrir inquérito criminal para apurar as causas de seu enriquecimento abrupto.

A nota do Palácio do Planalto busca ligar a saída ao atestado de inocência dado pelo procurador. Mas é de se perguntar: se o parecer fosse pela abertura de investigações Palocci continuaria? Claro que não.

Notícia disso dá o anúncio imediato da substituição, indicando que a decisão da demissão estava tomada. Dependia do tempo e da forma.

Quanto ao parecer do procurador, Gurgel não viu na documentação solicitada a Palocci resquício de indício de crime. Pareceu-lhe, no entanto, que pode ter havido improbidade administrativa, o que foge à alçada da procuradoria, mas não autoriza ninguém, nem o governo nem o Congresso nem o Ministério Público, a dar o caso por encerrado.

Tanto que no âmbito do MP do Distrito Federal já corre uma investigação para apurar a ocorrência de improbidade administrativa.

A saída anunciada no início da noite de ontem mostra que o cerco sobre Palocci foi fechado. Mas não encerra a questão do sigilo da documentação sobre as atividades da empresa Projeto Consultoria.

Tomando como verdadeira a declaração de Palocci de que todas as informações foram repassadas aos "órgãos de controle", é de se supor que o procurador-geral tenha tido acesso à lista de clientes e à natureza dos serviços prestados pela empresa.

Se não teve, faltaram-lhe informações para atender a um item da representação apresentada por três partidos que aludia à "disparidade entre a estrutura empresarial da Projeto e a receita auferida por ela" para saber se os ganhos do proprietário foram compatíveis com a realidade do mercado de serviços de consultoria.

Caso tenha tido acesso a rigorosamente tudo, Gurgel é no Brasil, além de Palocci, a única pessoa em condições de atestar que não houve crimes de enriquecimento ilícito e tráfico de influência.

É exigir muito da opinião pública que seja dado a ele um crédito de tal monta com base em um parecer da Procuradoria-Geral e na palavra de quem, como principal interessado em esclarecer, se deixou sangrar sem se explicar a contento.

O País merece saber como o ministro-chefe da Casa Civil conseguiu tanto dinheiro em tão pouco tempo. Se é que teve mesmo clientela tão vasta enquanto era deputado federal, a que título seus clientes o pagaram?

As deduções de impostos de tais pagamentos foram feitas corretamente ou houve irregularidade por incompatibilidade dos serviços realmente prestados com as exigências da Receita?

Isso sem contar a necessidade de verificação sobre possíveis vínculos entre a atividade de consultor e a influência de Palocci no governo.

O procurador Gurgel alegou que nada faz supor que Palocci tenha se valido de "algum artifício, ardil ou mentira para fazer crer aos clientes de sua empresa que teria influência com servidores públicos para obter os negócios ou contratos".

Ora, ele não precisaria recorrer a nenhum artifício, ardil ou mentira para convencer alguém de seu poder. Isso sempre esteve implícito. Ficou explícito a partir do ano de 2010, em que foi o principal assessor da candidata oficial à Presidência e durante o qual auferiu o grosso do faturamento da empresa, que encerrou suas atividades com direito a receber espantosos R$ 10 milhões.

Pagamento que não faz o menor sentido, a menos que Palocci tenha aí inovado com a inclusão em seus contratos de uma cláusula de insucesso.

Por essa e outras é preciso procurar as razões pelas quais Antonio Palocci não conseguiu, ou não pôde, explicar como e por que enriqueceu no exercício da vida pública.

Desmentido. Margareth Palocci nega que tenha feito chegar a qualquer pessoa, dentro e fora do governo, que seu marido esteja exigindo do governo e do PT o mesmo tratamento dado a José Dirceu, Delúbio Soares e companhia, conforme publicado aqui.

O que não significa que pessoas de dentro do governo não deem como certa essa versão.

07 junho 2011

Sobre Regimento Interno, Latrinas e Laranjas Podres

Eça de Queiroz, momentos antes de citar sua famosa frase

Eu, particularmente, odeio recadinhos. Não gosto de ser superficial, e sim direto. Acho que verdade e sinceridade são coisas distintas, mas deveriam andar sempre juntas. A Câmara de Vereadores de Muritiba preferiu interpretar o nosso último artigo como qualquer outra coisa sem entender o seu verdadeiro significado.

Muitos deles, certamente, não gostaram mesmo de se imaginar sentados numa latrina, discursando (ou brigando, gritando, etc...) enquanto o povo, sabiamente, sorria de toda aquela palhaçada. Ameaçaram, pretendem ou até já demandaram judicialmente contra as minhas palavras, que foram muito parecidas com as palavras sabiamente proferidas por Eça de Queiroz: "Os políticos e as fraldas são semelhantes, possuem o mesmo conteúdo". 

Medo? Não, não tenho medo de qualquer tipo de repressão, tentativa de censura (ou intimidação?) e, principalmente, exoneração de cargo. Ao contrário deles, que acham que só fazem política, e só na política teriam fonte de renda, eu prefiro acreditar na minha capacidade de trabalhar. Trabalhar mesmo. Ademais, vivo num país livre, e acredito que a justiça não perderia tempo julgando verdades.

Dias após o texto publicado, vimos novamente o circo no plenário, com os malabaristas tentando justificar a dita injustiça cometida pelas minhas palavras, dizendo-se ofendidos e desmerecidos. 

Emocionante. 

Quase um espetáculo teatral disfarçado. Até de babaca fui chamado, por um desses espetaqueiros políticos. Gente, inclusive, que diz conhecer leis, e que muitas vezes já se considerou um rábula diante dos eleitores. 

Esses rábulas devem entender que o homem público está sujeito a criticas e a cobranças. Acreditem, mas ouvi de um vereador que nem homem de imprensa ele me considerava, porque eu não tinha programa em rádio e tudo mais. Desinformado, não é mesmo? Ou será que o que ele quis foi transparecer humildade (não digamos ignorância para não ofender)?

A verdade é que me equivoquei quando sugeri a troca de cadeiras por latrinas. Alguns deles já permanecem sentados em uma, espalhando suas verdades fétidas em nossos ouvidos. 

No entanto, há salvações: Na última terça-feira, o vereador Luciano Cunha (Luciano de Miranda) apresentou à população o Art. 25 do Regimento Interno da Câmara, que dispõe sobre o papel do presidente da casa em caso de excessos, como xingamentos, ofensas pessoais etc. 

Luciano usou as seguintes palavras: “Nós, vereadores, estamos desgastados lá fora. As pessoas não vêm à câmara por que dizem que aqui só tem briga, ofensa pessoal...”. Luciano teve o apoio de Valmir Simões e Ulivaldo (Ule). E o presidente afirmou que não permitirá mais que “Laranjas Podres” estragassem a imagem dos vereadores.

Há duas semanas era o Blog Primogênio que estava estragando a imagem dos vereadores. Agora, os próprios vereadores concordam em dizer que, entre eles, há laranjas podres, que acabam colocando a perder todo o resto da safra doce rica em vitamina C. 

Henry Kissinger dizia que, “Noventa por cento dos políticos dão aos 10% restantes uma péssima reputação.” E então, em meio a possíveis processos que poderão surgir, acredito que, como cidadão, cumpri o meu papel em alertar aqueles 10% que entenderam o recado das latrinas, e souberam, mesmo que timidamente, identificar as laranjas podres dentro do cesto. 

Lembro-me das palavras do atual Presidente da Câmara, ano passado, quando disse “Não sou mentiroso...”. E acredito que, em relação às laranjas podres, o Presidente não estaria mentindo. Realmente deve haver algo de estranho nesse cesto, para grande parte da população repudiar, e até mesmo, evitar participar das sessões na Câmara.

Lembrando, ainda, que a intenção não é desprestigiar a Câmara, que possui projetos, mesmo sem execução, e realiza esporadicamente audiências públicas para tratar de interesses da população. Muito menos pretendo ser candidato a alguma coisa, sou um cidadão Muritibano e tenho direito de participar ativamente da vida política da cidade, da maneira que eu achar melhor.

Quanto às polêmicas dos processos, trago a nível de reflexão as palavras do escritor francês Jean Paulhan: “Tudo o que peço aos políticos é que se contentem em mudar o mundo sem começar por mudar a verdade.”


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06 junho 2011

Usuários do ORKUT migram para o FACEBOOK

Relatório divulgado  pela comScore mostra que os usuários estão migrando do Orkut para o Facebook. Em 2010 33% dos internautas mantinham ativas as duas redes sociais. Um ano antes o percentual era de apenas 13%.

A pesquisa aponta que aos poucos os internautas deixando o Orkut, migrando para o site criado por Mark Zuckerberg, rede social mais acessada do mundo com mais de 600 milhões de usuários.

Apesar da tendência, o Orkut ainda lidera entre as redes no Brasil, com 31 milhões de usuários, contra 12 milhões do Facebook.  

A informação é do iG.

Rede Walmart irá abrir um dos seus supermercados em Muritiba

Segundo informações da Assessoria da Prefeitura Municipal de Muritiba, a Rede Walmart comprou o Galpão da fábrica de fumo, Carl Leoni, na antiga Rua da Feira.

Ainda segundo a assessoria da prefeitura, o Prefeito Epifânio Marques Sampaio se reuniu com representantes da rede na semana passada, para acertar detalhes da instalação de um dos supermercados da Walmart aqui na cidade.

Com o galpão comprado, a Walmart poderá inaugurar o Supermercado Todo Dia ainda no final de 2011, começando as obras de instalação no ínicio do segundo semestre deste ano. A estimativa é que mais de 100 empregos diretos sejam gerados na cidade.

REDE WALMART

O Walmart atua no Brasil há quinze anos. Escolheu a cidade de Osasco para abrir sua primeira unidade. Atuou primeiramente pelo Sudeste, expandindo seus negócios para o Nordeste com a compra da Rede Bompreço. Abriu lojas também em Brasília, Goiânia, Minas Gerais e em Campo Grande.

O Walmart abriu a sua primeira loja no Brasil em 1995. Em 2004 o Walmart adquiriu as lojas da Rede Bompreço na região nordeste e em 2005 adquiriu as lojas da rede Sonae. Hoje o Walmart tem mais de 450 lojas em 18 Estados das regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além do Distrito Federal.

Em 2008 o faturamento da empresa foi de R$ 17 bilhões em 2008, a empresa empregou cerca de 80 mil pessoas e ocupou a terceira posição no ranking da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). [8]

Em 2010, a empresa anunciou a abertura de cerca de 100 novas lojas e 10 mil novos postos de trabalho.

Em 2009, o Guia Exame de Sustentabilidade elegeu o Walmart "a empresa sustentável do ano", por seu programa de sustentabilidade que inclui a construção de lojas mais eficientes, gestão de resíduos, educação de funcionários e engajamento de fornecedores para o desenvolvimento de produtos mais sustentáveis.

05 junho 2011

Documentário "Um Lugar ao Sol" retrata alienação da elite brasileira

"Um Lugar ao Sol" é quase uma obra interativa. Dirigido por Gabriel Mascaro, é um filme que busca cumplicidade com seu público - e consegue. Ao centro, estão as coberturas luxuosas de habitantes ricos do Recife (cidade natal do diretor), São Paulo e Rio de Janeiro. Seus moradores são uma amostra da elite, olhando de cima para baixo - tanto real quanto metaforicamente - a cidade e a sociedade que os cerca.

O documentário, que estreia no projeto Sessão Vitrine, em Curitiba, partiu de um livro de circulação bastante restrita que faz a catalogação dos ricos brasileiros. O diretor e sua equipe tiveram acesso a essa "bíblia do quem-é-quem" entre aqueles que têm muito dinheiro e foram em busca dessas pessoas.

A maioria não aceitou participar do filme. Mas aqueles que concordaram em dar entrevistas e abrir seus apartamentos - pouco menos de dez - formam um painel significativo.

O filme começa com coberturas do Recife, cidade que passa por um processo de verticalização relativamente recente - ao contrário de Rio e São Paulo. Os novos e velhos ricos, cada vez mais, têm a chance de morar num desses apartamentos. O discurso, em todas as cidades, é mais ou menos o mesmo: a segurança, em primeiro lugar, seguida do status.

De forma bastante sutil, mas muito eficiente, Mascaro mostra o abismo social que coexiste no Brasil. Diferenças de classe tornam-se gritantes, especialmente quando os ricos as olham do topo de seus prédios. Uma carioca dá o depoimento mais contundente. Ela diz que é encantador ver a troca de tiros entre dois morros ao lado de seu prédio, comparando-a com um espetáculo pirotécnico e acha lindo. E, ao final, conclui, ingênua: "Não sei qual a relação entre as duas gangues".

A alienação de várias pessoas parece proporcional à altura de seus apartamentos. Uma delas agradece ao fato de ter um apartamento grande e não precisar ouvir a conversa das domésticas e o barulho das panelas - embora acentue que gosta muito de todos os seus empregados.

Já outra, em São Paulo, tem mais de 50 câmeras espalhadas pelo apartamento, além de um cachorro empalhado e um animal de pelúcia que acaricia o tempo todo durante a entrevista. Ela faz uma das analogias mais estranhas das entrevistas. Por morar em um andar tão elevado, ela está mais próxima de Deus - e, consequentemente, poderá ser ouvida e atendida mais facilmente em suas preces.

A ousadia do filme está exatamente em falar dos ricos e seu modo de vida - assunto que parece tabu no Brasil. O documentário de Mascaro faz dessa abordagem o ponto de partida para a reflexão do estado atual das coisas no país, mas deixa as conclusões para o público.

03 junho 2011

Estudantes raspam o cabelo para apoiar colega com câncer em MG

Estudantes do ensino médio de uma escola em Governador Valadares, na Região do Vale do Rio Doce de Minas Gerais, rasparam o cabelo para apoiar um colega de sala que faz tratamento para curar um câncer. Eles organizaram uma surpresa para o garoto de 17 anos, que acabou de passar pelas primeiras sessões de quimioterapia. A ação foi filmada nesta segunda-feira (30) e postada na internet.

“Fiquei meio sem ação. Só consegui rir. Quem não ficaria?", disse Arthur Gonçalves ao G1, contando o que sentiu ao abrir a porta da sala e encontrar os amigos com os cabelos raspados. Ele elogiou a atitude da turma e disse que se sentiu muito acolhido pelos amigos. “Não dá pra explicar, não. Me senti acolhido”, completou, dizendo que a surpresa trouxe motivação e força para continuar o tratamento.

Gonçalves está no terceiro ano e vai tentar vestibular para Engenharia na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ele enfrenta a doença com o apoio da família e da namorada.

O gesto foi emocionante, segundo a mãe dele. “A atitude dos meninos não foi comum. Foi uma coisa tão alto astral. Fizeram para que ele não se sentisse excluído por estar careca”, disse a mãe. Ainda segundo ela, as garotas da sala também se mobilizaram e acompanharam os colegas até o salão onde cortaram o cabelo.

O câncer, segundo a família, foi descoberto por acaso numa ida ao cabeleireiro. Ao perceber o caroço, ele foi ao médico e uma biopsia contatou um Sarcoma de Ewing na cabeça. O tratamento começou há 21 dias.

A ação do corte de cabelo coletivo foi toda idealizada pelos estudantes, segundo o diretor da escola Rodrigo Cunha. Mas ele e mais dois diretores também resolveram cortar os cabelos. “Resolvemos entrar pelo espírito de solidariedade, em apoio ao aluno e, principalmente, para ele não se sentir diferente da gente. Principalmente por isso. Para ele sentir um clima harmonioso ao regressar às aulas”, completou. Ainda segundo Cunha, o caso gerou uma boa notícia relacionada à educação. “A gente vê tantas tragédias, coisas ruins”, disse.

O vídeo postado na internet já foi visto por mais de 26 mil internautas em quatro dias. Um ex-aluno da escola assistiu ao vídeo em uma rede social e se emocionou com o caso. “Gostaria muito de partilhar a alegria profunda que senti quando soube da história. É uma motivação para as pessoas”, disse Victor Teixeira Aguiar.