22 setembro 2011

CPMF: Como votou a bancada baiana

A maioria dos Deputados que pediram voto em Muritiba nas últimas eleições rejeitaram a nova CPMF, que poderia ser considerada como o 69º tributo federal. Os petistas Rui Costa, Emiliano José e Luiz Alberto foram a favor da criação do imposto.

Por Edgar Abbehusen

A estrutura tributária do Brasil é tão complexa que até mesmo o governo tem dificuldades para listar tudo o que é cobrado. No entanto, acredita-se que, se fosse aprovada, a nova CPMF seria o 69º tributo federal. Com tantos impostos que refletem no bolso do consumidor, o governo espera fechar o ano de 2011 com uma arrecadação recorde de 1 trilhão de reais. 

Ontem, dia 21 de setembro, a Câmara dos Deputados derrubou a Lei Complementar nº 306/08, o que o governo chamou de “imposto para a saúde”. Como foi prometido pelo Blog Primogênio acompanhar as decisões e iniciativas daqueles homens simpáticos e comprometidos com o povo, que saíram de seus palacetes para, humildemente, pedir voto na pacata cidade de Muritiba, continuaremos a observar como a bancada baiana digeriu essa história.

No plenário, 355 votaram contra o imposto, 76 votaram a favor e 4 se abstiveram. Da bancada baiana, Jutahy Junior, Antônio Imbassahy, Popó, Alice Portugal, Antônio Brito, ACM Neto, Claudio Cajado, Edson Pimenta, Erivelton Santana, Fábio Souto, Félix Junior, José Nunes, José Rocha, Lúcio Vieira Lima, Luiz Argolo, Márcio Marinho, Maurício Trindade, Oziel Oliveira, Paulo Magalhães, Roberto Britto e Sérgio Brito, votaram contra a criação da nova CPMF.

Votaram a favor da medida os petistas Amauri Teixeira, Emiliano José, Geraldo Simões, Joseph Bandeira, Josias Gomes, Luiz Alberto, Rui Costa, Sérgio Barradas Carneiro, Valmir Assunção e Waldenor Pereira, além do pedetista Marcos Medrado. No entanto, apesar de a orientação da bancada do PT ser favorável à medida, o deputado Nelson Pelegrino, que estava presente na sessão, se absteve de votar, o que nos leva a pensar que, como pretende ser candidato a Prefeito de Salvador, não queria ser mal visto. 

Pronto, Muritiba: em negrito, a fim de refrescar a memória, os deputados eleitos, que, frise-se, conquistaram grande quantidade de votos na cidade, nas ultimas eleições de 2010. 

O governo defende a criação do novo imposto para investimentos na saúde, mas “fecha os olhos” para o fato de que um país que estima arrecadar um montante igual ou superior a 1 trilhão de reais ainda neste ano de 2011, há muito poderia ter direcionado um olhar especial à saúde do Brasil, abandonada em todos os sentidos. Diante disso e, ao nosso ver, as inadiáveis melhoras na saúde não dependem, exclusivamente, de aumentar a gama de tributos, e sim de vontade política com vistas à garantir o tratamento adequado à população.


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